A Espada

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Este é um método de gerar e projetar energia sexual. É um meio de dirigir um orgasmo aos planos astrais. Esta é uma catapulta para exaltar a consciência para qualquer estado que seja.
As sensações físicas do sexo são causadas pela acumulação, movimento ou liberação de Energia. O Controle é um ato de Vontade , a visualização é o meio para a magia (k ) e a Árvore da Vida é um sistema coordenado, útil na descrição da ocorrência mágicka. Assim como em cima, também embaixo ...Uma implicação de que todos os pontos do Macrocosmo são imediatamente acessíveis através do microcosmo; i.e, a aura.
Quase toda a informação que você terá de outras realidades são transpostas sob forma simbólica. Os parâmetros (limitações) com os quais você realmente trabalha em suas magias(K) pessoais permaneceram fiéis a esses trabalhos sexuais. O sistema de símbolos com o qual você trabalha e pensa determinará a natureza de suas observações. Você poderá ter revelações e aprender muitas coisas novas, mas apenas coisas que se adequem através de sua própria janela ou sub-realidade particular. Eu considero o sistema da Árvore da Vida extremamente útil, mas qualquer glifo completo do universo será eficiente. Escolha seus símbolos cuidadosamente- eles são seus pensamentos .
A Técnica Projetiva
1) Gere e acumule energia sexual.
2) Formule a energia como uma forma astral dentro de seu corpo, nítida e brilhante.
3) Movimente a forma de energia para a base da espinha, materialize-a com a sua consciência, oriente e aspire ao "local" de trabalho.
4) Libere a energia através da espinha, direcionada e consagrada pela Vontade.
Gerar e acumular energia não é problema algum, já que qualquer método de estimulação sexual será suficiente. Alguns meios são mais apropriados para alguns tipos específicos de trabalho que outros. Todos os numerosos meios de causar excitação que as pessoas encontraram podem ser atribuídas a Árvore da Vida. Essas considerações devem ajudá-lo em seu trabalho. Ao inflamar a mente com os símbolos ou ideias que caracterizam o trabalho, é possível atingir o portal de qualquer dos planos astrais apenas através da técnica projetiva. Se você deseja permanecer em um plano astral tempo o suficiente para fazer a sua Vontade, você precisa ter afinidade com as formas desse plano, ou então você cairá de volta em seu corpo.
Uma forma simples de engendrar essa afinidade é escrever, de seu próprio punho, todas as atribuições e correspondências que puder encontrar concernentes ao plano em que deseja trabalhar. Leia essa lista cinco ou seis vezes por dia ( no mínimo) e permita que essas imagens ajam por si só em sua consciência. Execute esse exercício durante uma semana antes de iniciar o Trabalho.
Suas percepções ficarão sintonizadas às forças envolvidas, e tornar-se-ão aparentes na sua vida cotidiana. Por exemplo, se você deseja trabalhar Netzach, você aspira observar a Força Dela sob formas normalmente obscurecidas pela justaposição de todas as Sephirot. A Obra ( ambientação, postura mental) deve ser evocativa de Netzach em todos os aspectos. Quanto à geração de energia, alguns meios seriam mais alinhados com Netzach que outros. Sacerdote e Sacerdotisa seriam perfeitos para tal situação, enquanto para Hod seria melhor que o Sacerdote ou a Sacerdotisa executassem o trabalho sozinhos.
Durante o congresso sexual, ou seu equivalente, a energia sexual é percebida como sensação. O corpo animal vê o sexo meramente como uma função corporal. Não é acumulada mais energia do que a necessária para desencadear um orgasmo. Geralmente isso não é o suficiente para se trabalhar. Precisa haver controle para acumular essa energia e criar o "montante". Precisamos também condicionar o corpo energético a lidar com um poder maior.
Para controle, você deve antes de tudo ter um grau maior de consciência. Você deve estar acuradamente ciente de cada uma de suas sensações físicas. Onde é o ponto de sensação máxima, sua extensão áurea, sua intensidade relativa, sua profundidade no corpo e assim por diante. Você deve aspirar atingir a consciência total e a habilidade de descrevê-la completa e acuradamente. Torne-se absolutamente consciente de seus limites cinestéticos e onde a sensação está localizada neles. Visualize a sensação como luz. Você deve criar uma analogia visual para tudo o que sente. De início, luz branca é o mais adequado. Não tente ainda nenhuma manipulação, apenas sinta e veja a luz. Então, cubra seu corpo com essa visão. Ela deve ser mais brilhante onde a sensação é mais intensa, esmaecendo nas extremidades. Essa visão deve seu uma qualidade integral, feita sem esforço. Deve haver uma identificação total entre visão e sensação- como quando se coloca a mão sobre a chama de uma vela. Todo orgasmo deve ser monitorado e visualizado. Mantenha um diário, sem, no entanto, ficar obcecado. Você terá mais chances de sucesso se isso for feito em um espírito de diversão, apesar do fato de que este é um rito deveras sagrado.
Na acumulação de energia, você deverá notar que a luz torna-se cada vez mais brilhante e concentrada à medida que você se aproxima do êxtase. A técnica aqui é alcançar o ponto de êxtase e permanecer equilibrado ali, permitindo que o campo de energia se intensifique e se expanda. a formulação da forma astral requer toda a concentração de seu controle. Quando concentrada e limitada pela Vontade, essa forma de energia torna-se uma espécie de objeto sólido. Quando o controle é abandonado, torna-se uma espécie de energia ou luz e é muito mais difícil de ser governada.
Criar uma esfera na luz branca é talvez uma das mais simples e eficazes formas, já que apresenta a mesma aparência seja qual for a sua perspectiva. As cores virão espontaneamente à medida que sua habilidade e percepção aumentarem. Quando você for competente na técnica, você poderá moldar essa forma de qualquer jeito que quiser, mas, mais útil ainda, é projetar a sua consciência nessa forma. Isso é feito enquanto a energia está sendo concentrada no campo do deleite pré-orgásmico.
As sensações construídas com a continuação da estimulação.. A energia é limita-se a área genital. A acumulação ali na verdade restringirá a corrente de certa forma como ao colocar um carregador de baterias em uma bateria completamente carregada- nenhum lucro. Nós, portanto, movemos a esfera de luz para a base da espinha e a mantemos ali. O posicionamento permite que mais energia seja gerada, fluindo do chakra Sexual (mudhalahara) através dos genitais, e devidamente fixa a esfera para a eventual liberação de energia através da coluna. É na base da espinha que transferimos a consciência para a forma astral. Mas apenas a inspiração pode guiar o magista. Você deve estar absolutamente certo daquilo que aspira, pois quando a flecha é solta corre diretamente para seu alvo.
Mesmo enquanto você começa a formular as sensações, é melhor que marque o local de sua aspiração. Aqui retornamos ao conceito de Macro/microcosmo. Formule a Árvore da Vida em sua aura de modo que Kether fique posto sobre o Chakra da Coroa e Malkuth na base da espinha. Isso fornece uma mapa astral, especialmente útil ao se trabalhar com caminhos não diretamente posicionados no pilar do meio. Então, se eu desejo trabalhar em Chesed, devo fixar uma estrela azul no ombro direito, guarnecida pelo sigilo de Júpiter. Isso é fixado na aura para persistir de sua própria maneira.
Ao transferir a consciência para a base da espinha, nossa perspectiva muda radicalmente. É comum vivenciar a experiência de estar num campo de estrelas ou numa estrela em si. Sua percepção de seu corpo físico permanecerá, mas de outra forma. O sigilo que você estabeleceu (como no exempo acima) está agora a uma vasta distância de você, provavelmente longe do alcance de vista, mas sua aspiração o leva a ele assim como a agulha de uma bússola aponta o Norte.
O orgasmo agora chega a um ponto inevitável. Apenas mantendo a forma astral você conseguirá prolongar esse estado. Você deve manter-se equilibrado no próprio limiar, escorregando, mas lutando por permanecer ali, pois o deleite aumenta mais e mais. O corpo animal derrama energia abundantemente sobre os genitais , ameaçando desencadear o orgasmo. No aprendizado, será mais fácil para você e seu parceiro revezarem entre ser o ativo e o passivo, permitindo que o parceiro ativo controle os movimentos. Segure-se firme ao ápice! á medida que sua habilidade em prolongar este estado aumenta, maior será a duração e intensidade de seus orgasmos. As formas astrais que você cria serão como objetos discretos.
Quando o magista concebe força suficiente para o trabalho, há apenas a necessidade de recordar a imagem do sigilo e relaxar o controle. A energia é acumulada através do deleite e é liberada através do deleite também. O deleite é ofuscante, violento em sua ação. A força do orgasmo projeta a forma astral, na qual a consciência foi colocada, para o sigilo. A experiência pode parecer estranha no início, apesar de agradável. A sensação física através do corpo é sentida plenamente, mas há também uma sensação de precipitar-se através do espaço. Você pode ver também a energia mover-se através de seu corpo como se você estivesse fora dele. Se isso não é confuso o bastante, é comum ter visões ao trabalhar com os chakras superiores. Enquanto isso acontece, não há confusão: as percepções, enquanto distintas e separadas, são também integradas.
Este é o método básico de projeção. É o suficiente para levá-lo para qualquer coordenada astral que escolha, mas isso não confere o alcance de nenhum plano. Isso é estritamente uma questão de Conhecimento, experiência prática, e, o mais importante, a habilidade de fazer sua Vontade lá.
Antes de proceder com as escolhas de ação nos planos, um pouco mais deve ser dito sobre a técnica.
Neste aprendizado, tome seu tempo e não tente apressar-se para chegar ao próximo passo. Trabalhe sobre um aspecto de cada vez, apenas acrescentando o próximo quando estiver realmente competente. As sensações físicas lhe garantirão o conhecimento certo de seu progresso. Elas mover-se-ão pelo seu corpo, e o que você apenas sentira nos quadris será sentido em outros lugares. Por exemplo, não há como confundir um orgasmo vindo do chakra do coração. A intensidade de seus orgasmos será devastadora.
Essa prolongação do estado pré-orgásmico não pode ser suficientemente enfatizada. é nesse mesmo ápice que a energia é erigida. Você deve ser capaz de prolongar esse estado no mínimo por 20-30 segundos. Se liberada muito cedo, você não terá ímpeto suficiente para atingir os centros mais altos.
Antes que seu controle esteja perfeitamente estabelecido, você poderá achar que seu orgasmo perde-se ocasionalmente. A energia foi reabsorvida pela aura. É quase como se ela tivesse sido arrebatada de seu alcance. após um breve descanso, você pode começar novamente. Se isso se tornar um problema recorrente, pode ser que seu controle exceda a habilidade do corpo energético de lidar com a energia que surge. Prática contínua resolverá esse problema assim como exercícios permitem que o levantador de pesos levante mais peso. Às vezes você pode simplesmente errar o alvo, ou perdê-lo, por falta de concentração adequada, ao tentar manter as formas astrais. Por isso, a familiaridade total com os chakras e a Árvore da Vida é a única solução. A visualização da forma de energia, dos chakras, e da árvore da Vida deve ser completamente automática e sem esforço. Você deve guardar a sua concentração para o trabalho em si. Se isso não ocorrer, faça uma pausa a partir da aplicação e utilize técnicas meditativas para fortalecer sua base.
A forma de energia é a base da técnica. Comece a construí-la assim que suas sensações começarem a surgir. Durante os estágios iniciais, é meramente uma cintilação. Não há porque tentar apressar o processo ou consolidá-lo antes que esteja suficientemente intenso para fazê-lo. A experiência é o único guia verdadeiro. Os 20-30 segundos ou mais de deleite pre-orgasmico são onde a verdadeira necessidade é definir e concentrar a energia.
Ao mover a forma de energia para a base ganhamos tempo para trabalhar e também mais energia. Na prática , essa forma astral pode tornar-se tão grande a ponto de circundar completamente os chakras inferiores. Isso permite um controle melhor para atá-la em um corpo mais discreto. Abandoná-la indistintamente normalmente leva a uma corrente mais generalizada, que não é realmente canalizada pela espinha. Esses resultados em uma mera superfície carregam a aura ao invés de se um brilho focado. A movimentação dessa energia é baseada na identificação da visão e sensação. É muito mais fácil construir uma forma astral do que algo tênue como a sensação. Essa é uma chave, lembre-se bem disso.
Quanto a transferir sua consciência- Vontade de estar lá. Ao estar completamente consciente das sensações e suas analogias visuais, e extrair a informação sensorial, você estará lá. Sua consciência estará onde suas percepções estiverem centradas. Isto também é uma chave. Você sentirá seu corpo físico através do seu corpo astral. Porque sua consciência está envolta em uma esfera de sensação, quando a sensação de energia se mover, sua consciência também se moverá.
Uma variante da técnica projetiva é a invocação. A Invocação de uma entidade ou forma Deus/a permite ao magista o acesso a um poder maior ou mais refinado do que é normalmente possível. Como no método objetivo, é melhor gastar uma grande quantidade de esforço antes do trabalho, impregnando-se das ideias e sentimentos associados com a força que deseja invocar. Medite sobre o sigilo dessa força constantemente até que sua visualização seja sólida e brilhante; você deve conseguir fazê-lo sem esforços. Devidamente feito, esse trabalho preparatório constitui uma variedade de invocações em si. A quantidade de tempo necessária para essas preparações depende de seu próprio nível de compreensão e experiência. Agrupe os conceitos de Divindade de formas diferentes; tente encontrar novas associações e ideias. A forma ritual utilizada deve ser planejada e executada um todo que fli e não uma coleção de pedaços e partes. Não deve haver um ponto onde uma parte acabe e a outra comece. Qualquer brutalidade em um ritual tende a tirar a concentração. Qualquer oratória deve ser memorizada ao invés de lida, mas é melhor estar tão familiarizado com o assunto que flua naturalmente, sem esforços. A Suprema invocação se dá durante o orgasmo.
Durante a acumulação de energia e construção da forma astral, um sigilo é colocado no Chakra cardíaco que é usado como um templo astral. A técnica difere aqui; onde aquela esfera de luz, materializada pelo magista, não é liberada como uma força projetiva. No momento da liberação da base da espinha, a forma astral é movimentada lentamente para cima, de forma que a energia não é dissipada. A forma é mantida como uma esfera brilhante e nítida. A sensação é análoga ao orgasmo mas mantida como uma fonte enquanto move-se para cima. Deve levar alguns segundos para chegar ao Chakra Cardíaco. Quando o Chakra Cardíaco tiver sido alcançado, a esfera de luz, a consciência do magista e o sigilo se fundem. Nesse ponto, o sigilo fica carregado. Se tudo tiver sido feito corretamente, com uma devastadora aspiração ao Deus/a, essa força certamente se fundirá com o Sigilo. A energia é posta no Chakra Cardíaco como uma Estrela, irradiando a aura. Essa energia é consagrada para e pela presença da força invocada, permitindo ao magista controlá-la como necessário. Por ter a forma de uma Estrela, a força deverá subsistir por bastante tempo, mesmo que sensações corporais tenham diminuído em alguns minutos. Você pode livremente comunicar-se com o/a Deus/a durante esse período que durará enquanto seus poderes de concentração persistirem.
Se a mente divagar, o contato será perdido. Você deve saber o que fazer e como fazê-lo. Pode ser pedido que você desenhe sigilos(astralmente), ou então que prove sua autoridade de controlar a força invocada. Certamente não é hora para perder a convicção ou ficar inseguro daquilo que procura. Não fique muito desapontado se de início você se eleve à beira dos portais, só para depois cair de volta em seu corpo. Você pode tentar isso como uma técnica, praticada como uma energia trabalhando sem invocações. O efeito então será o de carregar a aura com a energia de Tipheret. Isso vitalizará a aura enquanto a forma de energia é lentamente reabsorvida. Fornecerá uma sensação de saúde e vigor; você poderá vir a receber comunicação de seu Sagrado Anjo Guardião. Essa técnica pode ser aplicada durante relações sexuais normais, sem preparação intensiva ou ritual.
A função da Árvore da Vida em tudo isso é fornecer uma estrutura coerente, um mapa do astral. Não confunda o mapa com a realidade. As Sephirot estão em todas as coisas, em toda parte e em parte alguma. O que estamos realmente fazendo é concentrarmo-nos em um centro, ou uma ideia, para a exclusão de todas as outras. Os chakras são centros funcionais das Sephirot- não Sephirot em si. Esses são pontos importantes a serem lembrados.
Sete Chakras
Para os propósitos de nosso trabalho, preocupamo-nos apenas com os sete maiores centros de energia no corpo. Há muitos outros, de menor importância, e você pode querer experimentá-los quando tiver dominado os sete.
A espinha dorsal é o caminho maior para a movimentação da energia através do corpo/aura. Equivale ao pilar do meio da Árvore da Vida. Os chakras maiores são alinhados com o pilar do meio, apesar de não estarem nele em todos os casos. Os chakras usados neste sistema são:
Coroa: No topo do crânio e um pouco acima dele.
Terceiro olho: Centrado na testa, logo acima das sobrancelhas.
Garganta: Na cavidade da garganta.
Coração: No centro do peito.
Umbigo: Logo acima ou centrado no umbigo
Sexual: Entre o umbigo e o púbis.
Base da espinha: No final do cóccix.
Os chakras da Base da Espinha e da Coroa são alinhados com a espinha dorsal. Os outros são posicionados na parte frontal do corpo, incrustados aproximadamente na metade da superfície da pele. São ligados à espinha como flores a seus caules. Manter uma boa postura ajuda a energia a fluir de sua aura e alinha os chakras.
A Base da Espinha é o ponto do despertar da energia. É atribuída à Malkuth e representa o polo da Terra da polaridade do Espírito da Terra. É muito importante pois nos dá um "tiro direto" para a Coroa.
O Chakra Sexual é atribuído a Yesod e processa a energia para o nosso trabalho. Muito frequentemente, a força mágicka é confundida com desejo sexual, então é comum que se desperdice energia que poderia ser aplicada em domínios mais espirituais. Basicamente, é uma questão de transmutação, já que a energia bruta pode ser processada para qualquer propósito que desejarmos. Esse chakra fornece a energia dos genitais. Ao consolidar essa energia em uma forma astral e mov6e-la para a Base da espinha, podemos "enganar" o Chakra Sexual para nos dê mais energia do que o habitual. O Chakra Sexual é, é claro, ligado à espinha, mas mover a energia diretamente para a Base da Espinha contorna os genitais- fazendo a magia sexual inoperante. Se a energia é movida primeiro para os genitais, ela não fluirá de volta para a espinha através do chakra- análogo à eletricidade nesse caso. Ela não pode fluir contra a corrente.
O Chakra Umbilical é um centro funcional tanto para Hod quanto para Netzach. Em seu modo receptivo é atribuído à Netzach. Ë quando sentimos o campo emotivo à nossa volta. É interessante notar que em nossa língua afirma isso com termos tais como "me embrulha o estômago"; "frio na barriga"; etc. Quando projetando para Netzasch, devemos utilizar o lado esquerdo do corpo ao invés do chakra em si- movendo primeiro para o chakra, depois para o lugar correspondente na Árvore, quase sempre o quadril esquerdo. Hod é funcional através do Chakra Umbilical de uma maneira mais assertiva. É aonde podemos projetar formas de energia tais como escudos psíquicos, duplos astrais e a Vontade pura. Castaneda escreve sobre isso, e eu experimentei a projeção da Vontade desta maneira, a ponto de salvar minha visa ao escalar uma rocha.Em qualquer grau, ao viajar para Hod, nós podemos projetar a consciência para o chakra umbilical e então para o lado direito do corpo.
O Chakra Cardíaco é atribuído à Tipheret. É aonde invocamos a força Deus/a e é também associado ao Sagrado Anjo Guardião. Pode também ser usado para técnicas projetivas, apesar de que, na maioria dos casos, o trabalho aqui concerne invocações.
O Chakra da garganta responde a Geburah-Chesed; novamente, um par funcional. Esse centro é útil para tipos oraculares de trabalho e alguns dizem que é aonde a Vontade é projetada. Esse chakra pode também ser usado para a projeção da consciência.
O Terceiro Olho envolve Binah-Chokmah, como um par funcional. As funções para mim são muito difíceis de serem desassociadas, ao menos em meu atual estado de compreensão. O Terceiro Olho é muito útil para o aprendizado e rende visões das mais variadas e espetaculares naturezas. Há geralmente tal riqueza de visão que torna-se difícil trazer tudo de volta. Essas visões frequentemente tomam a forma de sigilos ou símbolos que requerem meditação para serem solucionados. Com a prática, torna-se mais fácil focalizar o que é importante para você num dado momento.
O Chakra da Coroa é associado com Kether. O trabalho aqui é de uma natureza totalmente diferente. Parece não haver ponto algum de referência.
O que eu ressaltei foi apenas o básico superficial. Se você não está acostumado com os chakras, é preciso alguma leitura complementar. Meu propósito aqui é meramente apontar como uso estes chakras, já que há certa diversidade na literatura. Não tenho dúvidas de que eu poderia projetar minha Vontade através do meu dedão do pé; não há porque perder-se em controvérsias dogmáticas. O ponto principal é ser consistente em sua própria estrutura.
A Árvore da Vida na Aura
Ao trabalhar nos planos sutis, precisa haver uma ideia bem clara de onde deseja-se trabalhar. É claro que "onde" é apenas um modo de falar. Duvido seriamente que os astronautas um dia chegarão a Yesod, não importa quantas vezes voem para a lua. Mas "onde" é um conceito útil e nosso intento cria a nossa realidade. A Árvore da Vida e os 22 caminhos dão nos um proveitoso arranjo de "ondas", permitindo-nos manter uma separação de ideias e inter-relacionar essas ideias em um nível completo. É um tanto estranho que a proporcionalidade da Árvore não se justaponha perfeitamente no corpo humano, mas este é apenas um contratempo menor. Ao menos temos o pilar do meio e sete divisões que correspondem basicamente às posições dos chakras. Ao construir a Árvore na Aura, é melhor começar pelo pilar do meio ou espinha dorsal. Na prática, isso ajudará a ungir os chakras com algum tipo de irritante menor, como bálsamo de tigre ou óleo de canela para fixar a posição de uma forma efetiva. é mais fácil começar com apenas algumas áreas, e ficar relaxado e familiarizado com elas antes de adicionar outras. Comece pela base da espinha e visualize esse centro como uma esfera cintilante. Quando você conseguir vê-la/senti-la muito bem, vá para o Chakra Sexual e então unte-o . Veja ambos, e o caminho que os liga, na luz, e então vá para o pilar do meio até que consiga ver/sentir todos eles. Esse é um exercício importante, e se você nunca o fé antes, lhe demorará muitas outras vezes parta conseguir fazê-lo, antes de tentar as visualizações envolvidas nessas magias (k) sexuais. Quando for capaz de ver os chakras e a espinha dorsal facilmente e sem esforços, você pode tentar a Árvore em si (não espere conseguir fazer tudo isso de uma só vez).
A Árvore é mais difícil, em parte por causa do alinhamento imperfeito, mas ainda assim é possível superar isso sem maiores complicações. A complexidade da Árvore da Vida é o problema real. Você deve ser capaz de visualizar a figura inteira antes de tentar sobrepô-la ao seu corpo.
As Sephirot nos pilares laterais devem estar no mesmo plano que o chakra correspondente. Iluminamos essas sephirot como fizemos com os chakras. Quando você conseguir ver as Sephirot, acrescente os caminhos. Não é necessário marcar os caminhos ou Sephirot com sigilos, a não ser aquele(s) que você pretende utilizar. Ao trabalhar com o pilar do meio, formular a Árvore da Vida é verdadeiramente estranho e o desperdício de seus esforços. Com um pouco de prática, você conseguirá visualizar a Árvore simplesmente olhando internamente.
Ao projetar energia para um caminho ou Sephira particular, o uso do sigilo é extremamente recomendado. isso, em essência, cria um portal astral. Uso sigilos planetários ou formas lineares, exceto para as Supernais. Acima do Abismo, os chakras são o suficiente. Para os caminhos, a letra hebraica correspondente é bastante eficaz. Ao projetar os caminhos, o centro do caminho é o alvo.
Esses portais astrais criam uma entrada/saída definida para outras realidades. Se deixar os outros planos adentrarem Malkuth, isso acarretará a destruição do assuntos de seu cotidiano. Esteja "lá" quando estiver "lá", mas esteja completamente "aqui" quando estiver aqui.
O meio de viajar consiste em projetar para o chakra mais próximo abaixo do caminho desejado e então para o caminho. Isso permite a rota mais curta na Árvore. Sua energia fluirá mais facilmente através da espinha. Tentar cortar caminho através de seu corpo fará com que se perca.
É possível acessar pontos que não estejam na Árvore. Isso não é recomendado até que você tenha o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião. A razão para isso é que, ao trabalhar em qualquer plano em particular, há uma tendência de se estabelecer um desequilíbrio devido à influência daquele plano. Já é difícil o suficiente com as energias mais ordenadas dos planos Sephiroticos, mas com as outras?... A entrada-saida é através de Daath, que na aura localiza-se na nuca. Eu já vi Daath ser atribuída ao chakra da garganta- isso não foi de forma alguma o que experimentei. Em qualquer evento, seu Anjo tentará evitar a sua passagem através dela se você não tiver completado a operação do SAG. Faz o que tu queres, mas considere isso cuidadosamente...
O Disco
Os efeitos físicos desses trabalhos diferem enormemente da resposta puramente animal. Isso dá uma certa inclinação ao trabalho que pode levar a busca da sensação. Não há necessidade alguma para disfarçar gratificação sexual como arte Mágicka. No aprendizado, esse método é melhor aplicado a todas as suas atividades sexuais. Dessa forma, seu controle das energias torna-se certo e previsível. Seria absurdo fazer um ritual toda vez que voc6e fizer sexo. Não invoque a não ser que você esteja absolutamente sério. Ao projetar como prática, simplesmente erga-se até o chakra e caia de volta. Ainda assim, você receberá percepções dos planos que São válidas e significativas. Isso tudo leva a uma percepção diferente do que o sexo é; uma percepção que talvez seja mais honesta e expansiva do que nossa cultura ensina. Ainda assim, o trabalho pode ser profanado pela atitude de quem o executa. O Gozo é o estado natural da harmonia. Entre o Pomposo e o Libertino há um estado de inocência.
O primeiro efeito a ser notado será uma maior intensidade e duração do orgasmo. Esse nível aumenta gradativamente. Você não deve esperar ficar estupefato com toda experiência. Parece haver um limite para o êxtase , mas o fator do infinito é aproximado por graus.
A mobilidade da sensação é a grande diferença em relação ao sexo puramente animal. Não há lugar na sua aura que não possa ser o sítio do orgasmo. Isso manifesta-se de formas diferentes.
Uma forma linear é frequentemente sentida da ponta dos pés até a coroa, alinhada com a espinha. Isso desenvolve-se do desprendimento da forma astral que energiza o pilar do meio. O Raio Relampejante pode ser confinado a qualquer parte da linha; no trabalho real, restrito à espinha dorsal.
Deve originar-se da base da espinha, como previamente explicado, mas deve ser direcionado para cima, para baixo, ou para ambos. A extensão do Raio Relampejante é projetada através do chakra. Em ambos os casos, ó orgasmo é sentido como uma espécie de fluxo rápido. Se liberado de uma vez só, é como uma faísca. Se liberado gradativamente, você pode vir a conseguir controlar a velocidade de modo que o orgasmo preencha a espinha e o chakra com uma sensação contínua- como a água que flui de um cano.Direcionar o orgasmo para aura carregará a aura, envolvendo o magista na energia colorida pelo chakra da qual é projetada. Dessa forma, a energia não se perde, e por esses meios o vazio de energia pode ser evitado.
Considerando-se as grandes quantidades de energia direcionadas para a sexualidade, a questão do esvaziamento energético torna-se uma preocupação bem real. Discernimento quanto à dieta e saúde ajudará a manter sua energia vital. Ainda assim, é melhor que que nenhuma energia seja desperdiçada se isso puder ser evitado.
Projetar a energia além da aura, para o espaço físico, é útil como um meio de energizar um talismã ou um objeto físico. Pode também ser usado como uma doação de energia para outra pessoa. O Chakra Umbilical é adequado para objetos inanimados, o Chakra Cardíaco para pessoas.
Outro tipo de sensação é associado com o modo de invocação. O orgasmo como uma forma distinta pode ser movido para qualquer parte do corpo. Isso dá uma maior duração ao orgasmo, irradiando de um ponto distinto. Toda a sensação é contida naquela forma. Não haverá sensação de orgasmo em nenhum outro lugar. Com a prática, essa forma pode ser movida de acordo com a vontade. É possível movê-la da base da espinha, liberada como uma força projetiva e reunida novamente no Chakra Cardíaco como uma Estrela. O único motivo para fazê-lo seria o gozo da sensação, e isso é já é o suficiente.
Na sua prática real, eu recomendaria simplesmente tentar mover a energia através da espinha o mais alto possível. Ela sairá por variados chakras indistintamente; qual chakra em particular depende da altura a qual você consegue elevar a energia. Uma vez que você for capaz de elevar consistentemente a um ponto em particular ou chakra, a movimentação mais lenta de uma distinta forma de energia será mais fácil de ser realizada.
Essa disciplina, para ser bem sucedida, deve criar uma extensa percepção de Magia (k)/ Misticismo/Sexo Magia(k ) é um caminho de vida. Para que qualquer operação seja bem sucedida, deve haver uma completa harmonia entre o eu interior e exterior do magista (o self indefinido- não o ego). Enquanto tomamos nosso prazer onde, quando e com quem quisermos, a sutil diferença entre profanação e sacramento deve ser entendida. Posso apenas descrevê-la como inocência iluminada.
Trabalhar dessa forma envolve a formula da Grande Obra. Essa é a verdadeira e maior expressão de todo o nosso trabalho. A inabilidade de atingir qualquer um dos chakras mostra um defeito nas percepções do magista.
Você pode tentar adentrar os portões à força, mas diplomacia é a melhor forma. Não há Deus/a para negar-lhe nada. Energia flui pelo seu corpo, através de todos os chakras, o tempo todo. Se não fosse dessa forma, seu corpo morreria. Quando falamos de um chakra bloqueado, é a nossa própria percepção desse aspecto de nós mesmos que está bloqueada. a barreira é posta dentro de nós por nós mesmos. O trabalho envolve muito mais que uma mera canalização de energias.
O trabalho apresentado aqui é puramente uma questão de minha própria experiência. Por essa razão, há uma inclinação a se trabalhar como um casal heterossexual. Trabalhar com os métodos do VIII grau apenas é não somente válido , mas pode ser mais fácil em questão de aprendizado, especialmente nos estágios iniciais. Não vejo razão para acreditar que outros arranjos não seriam eficazes. É tudo. Agarre a essência do trabalho e molde-a de acordo com sua Vontade. Não há fim para esse trabalho, mas se você chegar a esse ponto, você não precisará de ninguém para lhe apontar o caminho adiante.
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Magia Sexual Licantrópica

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As forças que a magia sexual licantrópica liberam estão profundamente enraizadas no subconsciente do ser humano. Por detrás do Rito de Passagem estão as energias bafométicas e lilitianas.
As energias acima mencionadas são a base da Magia Sexual Licantrópica.
Primeiramente, o Magista deve reconhecer seu mestre licantrópico em sua imaginação mágica. Este aguarda pelo reconhecimento do Magista.
Sócrates o chamava o Daemon. É o Daemon que ensina o Mago Negro a usar e aplicar suas forças internas. Adicionalmente, há um número infinito de entidades mágicas demoníacas na imaginação do magista, todas passíveis de invocação e evocação.
Outro aspecto importante desta magia, que deve ser mencionado, é a proteção por isolamento. Liberdade perfeita significa verdadeiro isolamento, ou isolamento para o mago negro. Verdadeiro isolamento é e energia do mago negro, que é aplicada na magia sexual licantrópica. No isolamento perfeito está situada a energia licantrópica, da qual o magista necessita para as suas práticas sexuais. As habilidades e forças mágicas nascem naturalmente deste isolamento.
A sexualidade é mais um campo de pesquisa. - e as ideias e possibilidades infinitas de minha imaginação incomum criaram mais e mais situações inacreditáveis para os meus intentos.
Devido … minha pesquisa e …s minhas realizações licantrópicas, foi-me possível contatar os planetas trans-saturninos ligados … magia sexual, e vieram-me novos insights.
Os gênios de Urano, Netuno e Plutão me ordenaram nos mais altos mistérios e me deram as mais altas iniciações na magia sexual, assim como progresso mágico.
No campo da ultra-imaginação sobre o esperma e a menstruação, eu cheguei … maior maestria da ejaculação plutoniana e tornei-me mestre das correntes seminais e menstruais do mais alto e do mais baixo Pleroma.
Através do controle das energias do esperma e da menstruação, é possível que o magista penetre nas mais altas esferas trans-saturninas e execute operações mágicas.
Indo além do campo trans-saturnino, o magista sexual chega ao altíssimo reino de LYKOS = lobo. Em Lykos, começa o primeiro nível transformador da magia sexual licantrópica.
Na área trans-saturnina, o magista é elevado de posição, tornando-se apto a aplicar a magia sexual licantrópica em casos concretos com autoridade e poder. O verdadeiro isolamento é transcendido na área trans-saturnina e integrado a uma nova área estrutural.
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Fluidos Sexuais: O Segredo Da OTO Revelado

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O Anarco-Thelemita

Ovo Serpente
"Não há nada que possa unir o dividido, exceto o Amor" – Aleister Crowley

Muito é dito na literatura oculta thelemita sobre Kalas, as secreções do corpo que podem ser usadas para fins mágico, mas isso é quase sempre feito por meio de alegorias e metáforas, mesmo entre ousados thelemitas. Como se tivéssemos algo a esconder. Para algumas organizações isso é tido como um segredo que deve ser escondido a qualquer custo. Mas se um segredo fosse, exatamente secreto, correria na direção oposta de tudo o que o vivemos hoje. O segredo é, no fim das contas, algo comum, que não damos valor e que, pode conter em si o poder de alterar a própria realidade, de modo assustador até. É algo que está lá, mas ninguém quer vê.
Considere a quantidade de relações sexuais diárias ao redor do mundo, e que, nem 10% do mundo utilizaria esse potencial pessoal, o mago tem pelo teu próprio saber, uma pequena arma nuclear a sua disposição, um verdadeiro 'Elixir da Vida', como disse Aleister Crowley no capítulo 'Emblemas e Modos de Uso' do seu famoso Livro 4. A maior parte das informações deste artigo serão justamente extraídas deste importante texto.

Os textos do Crowley visavam tanto a preservação e o entendimento destes conceitos de acordo com a capacidade pessoal do seu leitor. Mas nem todos tem a mesma visão – Os segredos, repito, sempre foram abertos, só não percebidos. Mega Therion ensina por meios de símbolos alquímicos que "o ovo, é a cópula entre os dois sexos, entre a Águia e o Leão, Mulher e Homem." neste texto em vez de teorizarmos sobre os mecanismos ocultos por trás disso, vamos nos limitar a parte pratica de operações sexuais, deixando as os mecanismos metafísicos para autores com mais tempo para a arte dos malabares. 
 
O Estado Mental

A melhor ponte pra qualquer operação sexual é uma mente calma e um corpo energizado. Praticas de pranayama fazem milagres acalmando até tempestades violentas que um cérebro pode ter, por vezes, uma substituição por métodos de vampirismo pode ser empregado por quem domina a técnica. No fim das contas,  os dois métodos são viáveis e não muito diferentes um do outro. O Adepto não deveria se perder em nomenclaturas na sua obra, mas sim focar-se em teu objetivo. Carregar seu centro sexual de energia vital, para que, a obra possa ser concretizada. Lembro do fato que, por experiência pessoal, isso nem sempre é regra, e se for uma regra, pode ser quebrada. A pratica constante leva o desrespeito das regras iniciais em qualquer tipo de operação mágicka. Lúcifer toma as regras do céu, as burla para criar seu reino pessoal. Prometheus rouba o fogo dos deuses, ainda que pague seu preço ilumina e aquece a humanidade toda deste então. Crowley diz que os participantes devem "estar transbordantes de energia, magneticamente atraídos um pelo outro, transbordantes de energia, magneticamente atraídos um pelo outro" para dizer que devem estar com tesão.

O Casamento Alquímico

A Operação em si apesar de ser muito protegida com segredos por algumas organizações thelemitas, pode na verdade tomar a forma de uma cópula normal, sem preceitos, mantras, orações e afins. O Adepto pode, caso isso o agrade, santifica-la, tornando-a adornada em invocações que ache viáveis e correspondentes a seu objetivo. Os thelemitas usam as formas-deus de Nu e Hadit para operações de iluminação e de desenvolvimento pessoal e as formas Hórus e Babalon para trabalhos de feitiçaria com fins de Guerra, Vitória ou Amor. Alternativamente,  pode-se dedicar a própria copula a algum Deus especifico e procurar repetir, invocando o nome dessa divindade durante toda a cópula. É uma pratica alternativa, não necessária. Porem, efetiva. Baphomet também é sempre presente em operações ligadas a fins materiais.

Independente disso, a cópula deveria ser a melhor possível, sem se preocupar com restrições e especialmente não caindo na armadilha do cerimonialismo. De fato "esquecer por completo o propósito da operação é um prenúncio de sucesso, na linguagem alquímica o "Leão deve estar enraivecido" Fazer com Verdadeira Vontade é a formula ideal. Se o adepto desejar, ele pode concentrar-se no objetivo da operação desde o inicio, mas isso não é de todo necessário. O objetivo é concentrar o fluido sexual, não é necessário santificar algo que por natureza já é intenso e prazeroso. Assim como não se pode blasfemar contra algo que não é divino tão pouco pode-se abençoar algo tão elevado como o sexo. Intensidade ou Amor é a chave para ambos, mas como sempre, amor sob Vontade.

O Fluido: A Taça Transbordada

Após o coito feito de forma intensa, chega-se a hora realmente ritualística. Deve-se sugar os fluidos com a boca de modo evitar desperdiçar qualquer gota que seja. E então, despejá-los em uma taça. O homem deve fazer isso com a mulher e a mulher com o homem. A união dos dois fluidos, junto com a saliva, é que formarão a chamada Taça das Abominações, a Pedra Filosofal, Medicina dos Metais. O adepto nessa hora, deve olhar para a taça com os fluidos e mentalizar fortemente, imprimindo no fluido gerado sua vontade. A postura mental nesta parte da operação é mais importante do que na anterior, como diz Crowley, "Ovo, mal cuidado, pode adquirir uma Serpente venenosa, de elementos hostis e malignos."

A mente do Macho e da Fêmea devem estar em absoluta harmonia quanto ao propósito da operação. Não fosse assim, haveria um conflito interno entre as partes e o todo a operação seria um fracasso, ou no pior dos casos contrária ao desejado. Se um matrimônio perfeito não é possível (e de fato é muito raro) é mais indicado que apenas um dos lados saiba o que esta acontecendo e  o outro busque um estado mental de nulidade. Quem quer que imprima sua vontade é a Serpente. A operação lida com polaridades, mas não é necessariamente uma questão de gênero, sabe-se que Crowley se dedicou a ela passiva mente (como Águia) e ativamente (como Leão), mas em todos os casos era a Serpente. Independente do que dizem a respeito de sexualidade ligar a aspectos Sephiróticos/Qliphóticos, aos quais, os resultados práticos contradizem o medo.  A concentração sobre o objetivo, sobre essa energia materializada, é a chave da operação e o ato simbólico é a porta sendo aberta.

Para fortalecer o "chocar do ovo", ou seja, a ligação com o objeto final um ato simbólico especifico pode ser criado. Isso pode ser feito colocando fios de cabelo do alvo, no caso de uma operação de cura, amor ou destruição. Ou colocar emblema de uma loja e uma moeda de ouro para a prosperidade do lugar. Para operações de prosperidade pode-se mergulhar uma moeda de ouro e para batalhas uma arma pode ser besuntada.

O Sacramento

Seja o uso como for, e especialmente para fins de cura e energização pessoal, faz-se beber da Taça. O Fluido da Imortalidade pode trazer rejuvenescimento segundo as lendas tradicionais e o uso adequado deveria ser feito por, pessoas mental/fisicamente saudáveis. A magia é, no fim das contas, Gerar aquilo que se é, se multiplicar, por assim dizer. Precisa-se de Amor, para gerar Amor, Guerra interna pra gerar Externa. Este é o motivo dos alquimistas dizerem que "Para fazer outro é preciso ter ouro."

O fluido em questão pode ser entregue á Forças, para que estas trabalhem pela tua vontade. São métodos alternativos de trabalho, que não desvinculam o propósito da mesma. É interessante dedicar toda a operação a um fim especifico, porem resultados interessantes podem ser obtidos, dedicando a energia do coito pra um propósito, e os fluidos para o outro. Aqui temos uma questão que só pode ser esclarecida pela experimentação pessoal.
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Sexo, Energia e Eros

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sex
DO LIVRO "DREAMING THE DARK" - STARHAWK

Sexo é energia. É que garante a movimentação física e pode ser denominado como excitação, animação.A intensidade, o movimento da energia vital, essa força que não se limita aos seres humanos mas está presente na terra, no ar, na água, no fogo, nas plantas e animais, em todos os seres vivos. Compreender que o erótico é uma energia confere a oportunidade para um relacionamento potencialmente erotico com a terra. Nós podemos amar a natureza, não de uma forma abstrata, mas de uma maneira carnal, com nosso corpo e ossos, esse amor que se reflete na vida selvagem pode nos motivar a proteger essa mesma natureza, nos dando a força profunda de que precisamos. Esse amor é a conexão, quando o sentimos profundamente, talvez com uma árvore, quando sentirmos que a sua aura se mescla com a nossa, com o nosso corpo, sentindo a energia fluir pelo solo e suas raízes, nos permitindo mergulhar e sentir-se um com o Ser-Árvore, assim então poderemos manter a luta para afastar os machados e serras de seus troncos, a radiação extrema de suas folhas, pois a amamos profundamente e esse amor nos conecta a tudo.
Reconhecer que o erótico é uma forma de energia é restaurar eros (A raiz da palavra erótico, o Deus grego do amor que une) em todo o nosso corpo, escapar da limitação de o te-lo em algumas pequenas partes de prazer em nosso corpo. Assim todo o organismo físico se torna um órgão de desfrute e prazer. Com isso podemos responder com prazer a toda a beleza plural que existe neste mundo vivente.
Eros como energia molda muitos aspectos de nossa cultura e aparece de muitas maneiras: cru, uma luxúria instintiva, um amor pessoal e criador de laços afetivos, bem como o poder de curar, de aprender, de criar, já que tudo isso é investido de amor, investido de Eros e teoricamente exercido com amor. O sexo instintivo, a luxúria animal, foi reconhecida em outras culturas como uma força sagrada. Eros indomado era conhecido por gerar uma energia poderosa que foi conectada com o crescimento e a fertilidade de plantas e vida animal. Os ritos conhecidos como “Ritos de Fertilidade” representados nos campos e as orgias sagradas que honravam a sacralidade do instinto e o poder da força vital que pulsa em humanos não menos do que em outros animal.
É difícil para se imaginar como se dava esses rituais. Na nossa cultura, tudo o que é impessoal é supervalorizado. Se experimentamos o sexo casual, luxurioso, não é no contexto de nos conectarmos – de nos reconhecermos como natureza bem como animais – mas no contexto de tornar o outro ou a nós mesmos objetos. Então a jovem que oferecia a virgindade nos portões da Babilônia são conhecidas hoje como prostitutas, ainda que em sua sociedade elas estivessem agindo como sacerdotisas da Deusa, honrando-A e seus instinto e honrando também o Deus Eros seja qual for a forma que ele se apresentasse.
O erótico é o pessoal. A energia que se entrelaça e cria vínculos, une – talvez, realmente isso seja o resultado do que o erótico realmente seja. – cria um vínculo que não é baseado em exploração. O erótico aqui é visto como um meio de conectar as pessoas e as coisas, de crescer e dar um propósito e nos dar prazer. Sexualidade é o meio com o qual nós, adultos, experienciamos essa dança única e íntima, enraizadas profundamente nas cavernas do corpo. Pois é durante o sexo que mergulhamos, deixamos acontecer, nos libertamos, nos tornamos um com o outro, nos permitirmos ser cuidados, acariciados, envolvidos, nos permitimos deixar que toda essa sensação de separação se dissolva. Mas é no sexo que também sentimos nosso impacto no outro, vemos nosso reflexo nos olhos do outro, nos confirmamos e afirmamos, nosso poder e nosso ser e também como seres humanos, fazendo o outro sentir.
O erótico pode ser a ponte que liga o sentir com o agir, pode infundir nosso senso de capacidade e controlar com as emoções para que isso se torne a serviço da vida e não destrutivo. No dialeto de se fundir e separar, o erótico pode confirmar nossa singularidade enquanto afirma nossa unicidade profunda que se conecta com todos os seres. É o reino em que o espiritual, o politico e o pessoal se tornam um. Uma verdadeira transformação do nosso mundo requere que reivindiquemos o erótico como um poder interior, o poder de escolha, o poder fazer!
Erotismo é ser e estar em relação, é ter noção do seu impacto na vida do outro, é estar inteiro e completo, sendo honesto consigo mesmo e com o outro.
A troca de energia erótica cria padrões, formas, entidades, uma energia estruturada. Tradicionalmente é a base da família. Pode ser o modelo de criação de laços para todas as sociedades e associações, todas as conexões livres. A família reflete a cultura, que reflete consequentemente a família em uma dinâmica dialética. E as crianças como crescem dentro das familias, acabam refletindo a sua estrutura na formação de seus Selfs mais profundos. Então a nossa psique cresce em padrões de autoridade e dominação.
Aprender e ensinar, também podem ser afazeres eróticos – e não exercícios estéreis em demonstração de capacidade intelectual, mas jornadas unidas. Não é somente explicar a Deusa, é invoca-La, criar um vínculo, elevar Seu poder para que cada estudante saiba como Ela é em seu próprio corpo, do seu jeito, único, individual. Nosso objetivo como orientadores não é demonstrar nosso conhecimento ou poder, mas criar um contexto que evoque o poder interior de cada um dentro do circulo.
O trabalho também pode se tornar mais vivo com o poder do erotismo. O propósito dos antigos ritos de fertilidade não era somente acordar o poder da terra e leva-lo para o solo preparado para abençoar as sementes do ano.Era para investir de energia até mesmo o trabalho de plantar, colher e arar com lembranças evocativas, para conectar o trabalho com as forças mais profundas de vida e morte.
Claro, nem todo trabalho é prazeroso ou potencialmente sexual. Mas mesmo assim em nossa rotina diária, nós podemos sentir nosso impacto no mundo, nos ver espelhado nas mudanças que nós mesmos criamos – quando concertamos algo que está quebrado, limpamos algo sujo ou construímos algo que não existia antes.


Magia Sexual
Ensinamento esotéricos sempre descreveram a natureza da energia como tendo polaridades. Polaridade é uma qualidade da energia, um fluir, assim como a corrente elétrica que é gerada por dois polos distintos, negativo e positivo. As correntes polares são forças poderosas, e geralmente o treinamento mágico é focado em aprender a reconhecer e canalizar essas correntes.
O aspecto mais simples da polaridade é a energia que flui entre homens e mulheres. Em muitos grupos tradicionais da arte, grupos tântricos e algumas tribos nativas americanas, a polaridade Macho-Fêmea é o supra-sumo, por assim dizer, que faz a magia acontecer. Então alguns covens insistem em ter um numero igual de homens e mulheres e alguns shamans homens precisam ter uma conexão mais íntima com uma mulher visando gerar energia e força.
No entanto, polaridade pode ser também criada internamente. Se uma mulher criar um ser masculino internamente, ou um homem criar um ser feminino internamente, a polaridade pode fluir entre uma pessoa e o self-companheiro. É importante dizer que não se deve associar agressão ou passividade ao self-companheiro, comportamentos muito comumente associado a ser macho ou ser fêmea. O self-companheiro não é o Animus ou Anima como dito por Jung, não completa a personalidade, muito pelo contrário, é uma fonte de energia. Fazendo uma analogia metafórica, criar um self-companheiro é como construir um gerador de energia próprio em seu porão ao invés de estar conectado com os cabos da companhia elétrica.
E polaridade não precisa ser gerada necessariamente entre parceiros de acordo com o modelo heterossexual. Existem correntes Fêmeas-Fêmeas e Machos-Machos de polaridade, e cada uma delas pode ser gerada tanto por uma parceira física quanto pela criação de um self-companheiro. Isso vai depender de com o que você se sente mais a vontade, um homem pode criar um self-companheiro macho assim como uma mulher pode criar um self-companheiro fêmea. As correntes podem ter um sabor diferente, mas serem iguais em força e muitas vezes até mais fortes que as polaridades heterossexuais. Cada forma de polaridade que a pessoa escolher trabalhar varia conforme uma escolha pessoal e inclinação. Mas dentro de uma comunidade saudavel, todas as formas são necessárias para que a harmonia seja sustentada.
No entanto polaridade não pode ser descrita totalmente, somente experienciada. Os leitores que se sentirem prontos para esta experiência podem tentar realizar alguns dos exercícios a seguir:
O espelho
Em um lugar reservado e confortável, fique nu na frente de um espelho que reflita o seu corpo todo. Coloque uma vasilha de água com sal em frente a seus pés. Concentre-se, firme suas raízes e centre-se. Olhe para o seu corpo e goste do que esta vendo! Sinta prazer em olhar para cada parte do seu corpo.
Se você não gosta do seu corpo, você não está sozinho. Muitos de nós em nossa cultura fomos treinados para odiar nosso corpo, em desejar que ele se mostrasse diferente.
Imagine que esse sentimento de desgosto pelo seu corpo é um fluxo grudento, ruim que flui para fora de você através de sua respiração e segue para a água salgada. Pegue a vasilha e respire sobre ela, faça sons que ajudem a carregar todo esse muco de sentimentos ruins para fora.
Quando se sentir pronto, relaxe. Respirando profundamente, com o seu abdômen, capte a energia da terra através de suas raízes energéticas como se fosse um córrego de águas cristalinas e límpidas que fluí através da sua respiração para a vasilha de água salgada e limpa toda a negatividade. Quando sentir que a água salgada esta limpa e brilhante, tome um golinho – pois você não esta tentando se livrar de seus sentimentos negativos, você está os transformando para libertar as energias que contém neles
Repita esse ritual em intervalos regulares até que você consiga amar o seu corpo. É interessante tentar outras atividades novas como dança, massagem, caminhadas ou algum outro esporte que permita que você se sinta forte e aprecie o seu corpo e o modo como ele é, exercícios físicos são sempre saudáveis, aprenda a amar o seu corpo do jeito que ele é.

O duplo

Novamente, fique de frente para um espelho. Concentre-se, firme as suas raízes e centre-se. Observe o seu corpo e goste dele! Agora imagine que o seu reflexo é um gêmeo seu. Seu reflexo é um amigo querido, alguém que te ama. Deixe que um sentimento de carinho e calor, afeição e cuidado fluam de você para o seu duplo. Respire movimentando seu abdômen – faça sons que fortaleçam a corrente energética que você está movimentando e direcionando. Deixe-a fluir até que se se torne uma corrente forte e poderosa.
Observe como essa corrente energética te faz sentir, como ela é. Dê um nome para o seu duplo e lhe confira uma imagem ou palavras que você possa usar para evocar esse sentimento , essa energia que você esta experienciando agora que fluí entre você e seu duplo.
Converse com seu Duplo, ou se quiser, faça amor com ele. Quando estiver pronto, agradeça o seu duplo e pergunte como você pode chama-lo de volta. Aterre a energia colocando as suas mãos no solo (ou no chão) e visualizando que as correntes energéticas estão retornando para a terra.

O self-companheiro
Fique de frente para um espelho, concentre-se, firme suas raízes e centre-se. Olhe para o seu reflexo e aprecie o seu corpo! Direcione esse sentimento de prazer e afeição para o seu reflexo.
Agora, imagine que sua imagem no espelho começa a mudar. Se você é uma mulher, vai se tornando mais masculina, se for um homem, sua imagem vai se tornando mais feminina. A mudança ocorre aos poucos, de cima para baixo. Seus cabelos, orelhas, olhos, boca e maxilares mudam, seu pescoço ombro e assim por diante vão mudando aos poucos. Caso tenha dificuldades em imaginar e visualizar as mudanças de olhos abertos, feche-os, deixe a energia fluir. Sinta uma afeição pela imagem criada no espelho, expire esse sentimento para a imagem, deixe-a construir, faça sons e movimentos que ajudem essa energia crescer até e tornar uma corrente de energia forte entre vocês.
Sinta como essa corrente energética que fluí entre vocês se parece, como é esse sentimento e conecte uma imagem ou palavra que possa ser usada para evocar essa energia novamente. Converse, brinque, faça amor!
Quando terminar, agradeça o seu self companheiro e pergunte como você pode chama-lo de volta. Aterre as energias.

Amante da Natureza
Vá para o seu jardim, uma floresta, um campo ou mesmo seu quinta com alguns vasos de plantas, encontre algo que você se afeiçoe e que seja natural, uma pedra, uma planta, árvore, um riacho. Sente-se e fique confortável. Concentre-se, fixe suas raízes e centre-se. Invoque a energia que você sentiu com seu duplo ou com seu self-companheiro. Utilize a palavra de poder para isso. Deixe que essa corrente energética flua para a planta até que sinta que a energia esta sendo enviada para você também. Aprecie esse momento de troca.
Quando tiver terminado, aterre as energias e centre-se. Este exercício é uma cura, para ambos, tente fazer sempre que puder e veja os resultados em seu jardim!
Use a sua imaginação para expandir e transformar estes exercícios ou mesmo para criar os seus próprios métodos. A força que você aprendeu a reconhecer como sua própria pode ser chamada quando você precisar. Deixe que ela te inspire, te deixando criativo, forte em seu trabalho, use-a para fazer seu jardim crescer, curar suas doenças, despertar seu coração. Movimente-a para as suas mãos quando for tocar em alguém, leve-a aos seus olhos e fôlego e voz quando for desafiado a confrontar as injustiças. Invoque-a em seu circulo.
E não tenha medo de abrir mão, de deixar ir. Como toda energia, a força erótica se move em ciclos, num fluxo e refluxo. Está sempre disponível, mas sempre que o utilizamos, ele retrocede. O refluxo é o tempo de quietude, de descanso – o silêncio entre o pulsar do coração, o silêncio entre o pulsar dos tambores, entre os ritmos da natureza.

Pythio
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Bene ha'Elohim e a Geração Dos Nefilin

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Os Filhos de Deus (em hebraico bene ha' Elohim) são conhecidos de vários textos da Bíblia Hebraica. Em Jó 1:6 e 2:1 os Filhos de Deus se apresentam a Iahweh na divina assembléia celestial; mais adiante, em Jó 38:7, vemos os Filhos de Deus estiveram ao lado de Iahweh na criação do mundo: quando vêem a obra de Deus "rejubilavam os filhos de Deus". Eles aparecem também (na forma hebraica bene 'elim) na assembléia divina de Iahweh no Salmo 89:7, onde se proclama a sua incomparabilidade entre o Deus. Uma cena semelhante ocorre no Salmo 29:1, onde os Filhos de Deus (bene 'elim) tributam glória ao senhor.
Talvez a mais curiosa referência aos Filhos de Deus seja a do famoso Cântico de Moisés, no Deuteronômio 32, justamente antes dele subir ao monte Nebo, para morrer sem ter entrado na Terra Prometida. O Deuteronômio 32,8 contém o que aparentemente é uma velha referência mitológica à primitiva história da humanidade. - Descobriu-se que um texto fragmentário entre os Manuscritos do Mar Morto continha o Deuteronômio 32:8. composto em escrita do final do período herodiano (fim do século I a.C. ao início do século 1 d.C.). Esse fragmento é hoje o mais antigo texto hebraico do Deuteronômio 32:8 conhecido. Nesse fragmento, as últimas palavras do versículo são claramente bene ha' Elohim (Filhos de Elohin). Essa redação foi preservada na Septuaginta Grega, que traduziu como "aggelon theou":
"Quando o Altíssimo repartia as nações,
quando espalhava os filhos de Adão
ele fixou fronteiras para os povos,
conforme o número dos filhos de Deus"
(Deuteronômio 32,8)
Aqui são os anjos que guardam ou governam as nações. Porém Deus reservou cuidar pessoalmente de Israel, seu povo eleito: "Mas a parte de Iahweh foi o seu povo, o lote da sua herança foi Jacó". (Deuteronômio 32,9). Foi uma sábia decisão, já que outros textos indicam que os anjos não fizeram exatamente o que deveriam, ou melhor, fizeram coisas além do que deveriam. Como, por exemplo, ensinar aos homens ciências divinas, casar-se e ter filhos.
O livro da Gênese assinala a união fecunda dos Benei-ha-Elohim com as filhas dos homens. Misterioso casamento do qual nasceu a grande raça dos gibborim, ou dos nephilim:
«Quando os homens começaram a se multiplicar sobre a face da terra e lhes nasceram filhas, os bene ha' Elohim viram que as filhas dos homens eram belas e tomaram como mulher todas as que lhes agradaram. E então disse o Senhor: "Meu espírito não terá força (yadon) indefinidamente sobre o homem, pois este na verdade é só carne. E os seus dias serão cento e vinte anos." Ora, naqueles tempos, os Nefilim habitavam sobre a terra, e também depois, quando os bene ha' Elohim se uniam às filhas dos homens e estas lhes davam filhos: estes foram os heróis dos tempos antigos, os homens de renome.» (Gênesis 6:1-4)
O episódio dos "filhos de Deus", que se casaram com as "filhas dos homens", é de tradição javista. O capítulo 6 é provavelmente um fragmento de uma antiga versão hebraica do Livro de Enoch que se adicionou ao Gênesis para fornecer uma motivação moral à história do dilúvio, derivada de versões mesopotâmicas, como a epopéia de Gilgamesh, nas quais essa motivação inexiste. 
O termo Nefelim significa literalmente "os caídos", sendo um eufemismo comum para "os mortos", (por exemplo, Jeremias 6:15 diz: "eles cairão entre os que caem [em hebraico nopelim]"). Em Ezequiel 32:27, temos os Nefilim como guerreiros que caíram: 
Eles jazem com os guerreiros,
Os nefelim dos tempos antigos,
Que desceram ao Xeol [sepulcro]
com suas armas de guerra. (Ezequiel 32:27)
Em outras partes da tradição bíblica, os Nefilim são descritos como gigantes, que eram os habitantes nativos de Canãa.
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