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Glossário de Stregheria

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Um Glossário contendo alguns termos e jargões utilizados dentro do universo da Bruxaria Tradicional Italiana. Alguns dos termos são específico de uma dada tradição ou de certas tradições, já outros podem ser aplicados a todas. Misturam-se aqui influências das culturas etrusca, romana e grega, bem como da Língua Italiana oficial e dos mais variados dialetos falados na península.

Animulare: As Streghe da Sicília. Seita das Bruxas Sicilianas, que clamam o poder da Transfiguração e estão estreitamente ligadas ao Culto dos Mortos.

Asteris: Nome utilizado em alguns Clãs Stregonesci para designar o Reino dos Deuses que se situa entre as estrelas. Termo de origem Etrusca. Na antiga religião etrusca este Reino era envolto em Brumas, e os Deuses das Brumas eram os antecessores dos Deuses da Terra.

Bele Butele: As Streghe do Veneto Ocidental.

Benandanti: 'Bruxos' que usa(va)m seus poderes para o bem e harmonia. Linhagem de bruxos que luta(va)m contra os malandanti. Conhecidos por usar varas mágicas feitas do galho da erva-doce para atrair os bons augúrios e combater o 'mal'.

Boschetto: Termo que indica um grupo de bruxos que realizam suas práticas juntos. Palavra derivada de bosco (bosque), local tradicional de encontro de bruxos. Semelhante ao coven wiccano. Congrega.

Capinera: O Homem de Negro. Emissário da Velha Religião. Nas épocas da perseguição ele era o mensageiro dos Sacerdotes, enviado aos camponeses para assegurar a sobrevivência dos antigos cultos. O Homem de Negro ou Capinera inspecionava os vilarejos e observava indivíduos que procuravam a solidão dos bosques ou lugares isolados. Geralmente, essas pessoas só eram abordadas se o seu comportamento sugerisse um interesse em crenças populares ou se parecessem proscritos da cidade ou vilarejo. Às vezes um Boschetto era no início organizado e conduzido pelo Capinera. É interessante notar que a figura do Capinera é encontrada não somente na Bruxaria Italiana, mas em toda a Europa, onde era conhecido normalmente como o Homem de Negro ou o “Diabo”. A maioria dos relatos da Inquisição apontam para ele, que aparecia para as Bruxas para lhes “converter” ao Culto da Bruxa. O Capinera ou o Corvo é o Mensageiro do Clã, responsável pela comunicação entre os Boschetti que fazem parte do mesmo Clã, e como Mensageiro do Clã, é o Acólito e “braço direito” do Grimas.

Chama Espiritual: Chama Ritual que é acesa no Altar, produzida por algum líquido alcoólico, que simboliza o Poder da Bruxaria e a Presença dos Espíritos dos Velhos Caminhos.

Cimaruta: Termo que significa ramo de arruda. Amuleto, normalmente feito em prata (metal relacionado à Lua), símbolo da Vecchia Religione. O símbolo é composto por um ramo de arruda (erva sagrada da Bruxaria Italiana), onde estão dispostos uma flor de verbena com cinco pétalas, um peixe, uma lua com uma serpente e uma chave. A flor de verbena representa a proteção, o peixe representa prosperidade e sorte, a lua com a serpente representa os poderes ocultos e psíquicos e a chave representa o conhecimento dos Mistérios.

Clã: 1 - Boschetti e Bruxos ligados entre si por um 'Boschetto Principal' ou por um Grimas fundador. 2 - Tradição da Stregoneria. Existem diversos Clãs na Stregoneria, tais como: o Clã Nemorensino, o Clã Tanarrico, o Clã Fanarrico, o Clã Janarrico, a Tradição Aridiana, a Tradição Ariciana, o Clã Napolitano, as Streghe de Benevento (Janare), a Tradição Hereditária Siciliana (Animulare), Clã Bazure, etc...

Clã Nemorensino: Clã de Stregoneria formado a partir da união de dois Stregoni de diferentes Clãs do Norte da Itália, que unindo seus conhecimentos, fundaram o Clã Nemorensino da Bruxaria Italiana. O nome refere-se a herança que os dois Clãs que fundaram este último detém dos Mistérios ensinados na região do Lago Nemi. No Clã Nemorensino os Ensinamentos e Treinamentos são secretos, e a pessoa somente se torna membro efetivo após sua Iniciação formal em um Boschetto, assim sendo, não há auto-iniciações no mesmo. Não confundir com suposta 'Tradição' brasileira neo-wiccana de nome similar.

Congrega: Grupo de bruxos que se reúne para celebrar os ritos sagrados. Congregação de bruxos. Boschetto. O termo Congrega é mais Tradicional entre os Clãs de Streghe e mais utilizado, ao invés de Boschetto que, ao que parece, não é muito comum na maioria dos Clãs.

Corvo: Mensageiro. Bruxo ou bruxa que desempenha o papel de mensageiro entre os membros da congrega. Capinera.

Encapuzado, O: Um dos três aspectos do Grande Deus. Senhor dos Bosques, Guardião das Florestas e Protetor dos Mistérios da Deusa. Ele é coberto de folhas, é o Deus das Matas. Equivalente Streghe ao celta Greenman. Rex Nemorensis.

Familiar: Animal Totêmico. Espírito Familiar. É o termo usado normalmente para o espírito do reino animal que acompanha a Bruxa, auxiliando-a em seus Ritos e Magias. Pode também ser um animal físico de um Bruxo ou Bruxa. É o animal que acompanha e serve de guia aos Bruxos nos Outros Planos, e também pode ser usado como auxiliador em oráculos.

Fata: Uma Raça de Espíritos da Natureza, ligadas aos riachos e bosques.

Fauni: Uma Raça de Espíritos da Natureza regentes das Florestas, Bosques e Campos.

Festa dell'Acqua: Festa da Água. Um dos nomes utilizados pelas Streghe para o Ritual de Lua Cheia. Veglione. Esbá.

Festa dello Fuoco: Festa do Fogo. Um dos nomes utilizados pelas Streghe para designar um Ritual de Sabbath, de Treguenda. Feste dello Fuoco (pl).

Follettino Rosso: Um tipo de Folletto, conhecido como 'Duende Vermelho', que habita a Pedra Redonda Sagrada e também a Pedra Furada das Streghe e serve-lhes de Espírito Elemental Familiar.

Folletti: Raça mais comum de Espíritos da Natureza. São os Elfos e Gnomos que regem os mais variados reinos naturais. Folletti é o Termo usado tanto para o plural como também para designar um desses espíritos femininos. O Masculino singular é Folletto.

Genio: Termo genérico geralmente usado para designar certos seres ligados às forças da natureza. Espírito ou deidade ligada a determinada espécie de planta ou animal ou a um lugar (genius loci).

Gettatura: Do verbo gettare (jettare). O mesmo que jettatura.

Gli Spiriti: Os Espíritos do Velho Caminho.

Grimas: Um ancião de uma tradição. Strega ou stregone que detém uma longa jornada nos Caminhos. Fundador de um clã.

Grigori: Guardiães dos portais entre os mundos dos homens e dos Deuses. Seres de altíssimo poder, relacionados às estrelas e aos elementos da natureza. Semideuses que testemunham, protegem e auxiliam as praticas ritualísticas.

Involutti: Os Deuses da Bruma. Os Involutti são de origem etrusca, são os Deuses por trás dos Deuses. Muitas vezes chamados de "A Bruma", são a força criadora do Universo, a Trancendência; Aqueles que criaram mas nunca foram criados, pois são pré-existentes. Se manifestam na Terra como os aspectos de Diana e Lucifero. A seguinte passagem do Vangelo de Leland se refere aos Involutti: "Então Diana dirigiu-se aos Pais do Princípio, às Mães, aos Espíritos que existiam antes do primeiro espírito". Dentro da "classificação" dos Involutti estão também os Grigori e muitos daqueles conhecidos como "Espíritos dos Velhos Caminhos".

Janare: Bruxa, Strega no dialeto da Campânia. Janarra ou Dianarra; Bruxas da região de Benevento. Seu culto está centrado nos Mistérios Lunares e, antigamente elas realizavam seus Rituais em volta da famosa "Nogueira de Benevento".

Jettatura:  Do verbo jettare. Mau-olhado. Maldição ou magia lançada pelos olhos. Ocorre que na Língua Italiana moderna o j foi abolido do alfabeto e substituído pelo g, mas as duas formas ainda podem ser encontradas.

Larario: Santuário dos Ancestrais. Pequeno altar colocado no lado Oeste da casa, onde se prestam os devidos cultos e oferendas aos Lare e às Lasa, os Espíritos Ancestrais. Alguns Clãs da Stregoneria também mantém uma chama perpétua no Larario em honra a Deusa Vesta, senhora do fogo purificador e dos Lare; Vesta também é conhecida como Acca Larentia ou pelo nome etrusco Larunda pelas Streghe.

Lare: Espírito ancestral que protege as casas e famílias. Antepassados consanguíneos. O Termo Lare indica os Ancestrais como um todo, ao tempo que um Ancestral em particular é designado pelo termo Mane.

Lasa: Espíritos ancestrais das Tradições. Bruxos e bruxas que partiram para o Outro Mundo. Os Poderosos da Bruxaria. Termo intimamente ligado às Fadas.

La Vecchia: Literalmente, A Velha, ou seja, A Velha Religião. Maneira carinhosa de se referir à Stregoneria.

Malandanti: Bruxas e bruxos que usa(va)m seus poderes para causar o mal e a destruição.

Malocchio: Mau-olhado, olho gordo, inveja, maldição.

Mane: Os Ancestrais. Enquanto o termo Lare é usado para designar os ancestrais coletivamente, Mane é o termo que refere-se a um ancestral em particular.

Masche: As Bruxas das regiões do Piemonte, Ligúria e Lombardia.

Numen: É a força que vive nas coisas. O Poder de um objeto é o Poder se seu Numen. É o 'espírito' que há nos objetos.

Pallas: Termo utilizado em alguns Clãs de Stregoneria para designar a reunião e Ritual de Lua Cheia. Veglione. Tregua.

Pedra Furada: Importante objeto mágico-religioso da Stregoneria. Uma Pedra Furada naturalmente é considerado um grande presente de Diana, e seu portador é agraciado com poderes e a bênção da Rainha das Bruxas e Fadas.

Rei dos Bosques (Rex Nemorensis): 1 - Nome que era dado ao Guardião do Templo de Diana em Nemi. 2 - Um termo que se utiliza para o aspecto Encapuzado do Grande Deus. 3 - Título dado ao Alto Sacerdote de um Boschetto do Clã Nemorensino da Stregoneria.

Reino de Luna: Mundo Além. Local onde as almas vão após a morte. Pós Morte.

Sabba: Diferentemente do significado que a palavra tem na Bruxaria Moderna, não se refere a um dia ou a uma celebração, mas a um lugar de poder.

Senhora do Lago: Também Dama do Lago. Título dado à Alta Sacerdotisa de um Boschetto do Clã Nemorensino da Bruxaria. Refere-se a uma Grã-Sacerdotisa do Lago Nemi, sagrado à Diana. A Alta Sacerdotisa também é chamada de Senhora ou Dama.

Strega: Bruxa, literalmente.

Streganera: palavra formada pela junção de strega +nera, ou seja, bruxa negra, bruxa má. Aquela que se dedica às forças das trevas, que destrói e amaldiçoa.

Streghe: Plural de strega.

 Stregheria: Literalmente, Bruxaria. Deriva de strega. A rigor, Stregheria e Stregoneria são palavras equivalentes, embora as evidências linguísticas apontem para o aspecto predominantemente feminino da primeira e masculino da segunda. Algumas tradições adotam o termo Stregheria para designar a si mesmas, outras Stregoneria e isso pode variar também conforme a região de origem.

Stregone: Bruxo, literalmente.

Stregoneria: Literalmente, Bruxaria, só que deriva de stregone. Ver Stregheria.

Stregoni: Plural de stregone.

 Treguenda: Sabbath das Bruxas. Tregenda. Ritual Sazonal. Uma das oito cerimônias que compõe o calendário. Similar ao 'sabá' wiccano.

Tregua: Reunião de bruxas e bruxos. O termo significa "descanso", e é a raiz da palavra Treguenda.

Vangelo delle Streghe: Evangelho das Bruxas. Texto onde é narrada a história da Strega Sagrada e seus Ensinamentos, assim como as Peregrinações que é a história dos discípulos de Aradia após seu desaparecimento. Atribui-se esses textos a Teresa, uma das discípulas de Aradia, a qual viveu uma época na casa de nobres; enquanto há aqueles que digam que a própria Aradia tenha escrito treze Pergaminhos contendo seus ensinamentos sagrados, os quais foram chamados de Evangelho de Diana. Há também uma versão chamada Aradia, O Evangelho das Bruxas escrita por Charles G. Leland e publicada em 1899, onde há fragmentos da Stregheria mesclados com elementos cristãos e do folclore popular. Acredita-se que o famoso e importante livro de Leland seja um resquício dos Pergaminhos que Aradia e seus seguidores escreveram.

Veglia: Significa sarau, vigília. Utilizado na B.I. como uma lenda ou história oral contada durante um ritual ou reunião.

Veglione: Ritual de Lua Cheia. Vigília da Lua Cheia.

 Verbena: Erva aromática sagrada na Stregheria. Erva das Oferendas, sagrada à Diana.

 Volontà: Literalmente, vontade, mas neste contexto é usada como substantivo concreto e não abstrato como no Português. É algo mensurável, e possui a conotação de 'energia' ou poder canalizado para um fim.
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A Bruxa Satânica

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A Bruxa Satânica
Muitos mitos e pouca informação vêm se criando em cima do que realmente é uma bruxa satânica. Muitos acreditam que o fato de uma mulher ser satanista faz dela uma prostituta, uma mulher cruel, somente interessada em sexo, somente interessada em conquistar os homens, ou uma mulher mal amada querendo ser diferente das demais, além de que, no meio ocultista, muitas vezes escutamos que somos criaturas que nada entendem sobre magia ou pouco instruídas, e tudo isso é a coisa mais equivocada que eu já pude ouvir, ler e ver em minha vida.

Então o que seria afinal uma Bruxa Satânica?

A Bruxa Satânica é uma mulher livre e talvez por isso seja tão complicado de se falar sobre elas, cada mulher é uma bruxa diferente, cada mulher é uma estrela brilhando em sua própria órbita, mas temos sempre algumas pequenas coisas em comum que podem estar sendo ditas neste texto. Uma mulher livre é aquela que não se importa com a sociedade, com o que as pessoas vão pensar, não se importa de fazer o que realmente tem vontade, ama dar e receber prazer. A mulher livre não se prende a conceitos, a moral e muito menos ao que venham dizer seus vizinhos sobre sua postura diante do mundo. Ela é segura de seus atos e pensamentos, após avaliar-se ela é capaz de saber tudo o que gosta e o que não gosta - e somente ela é capaz disso - com isso faz sempre o que é bom para si, mesmo que isso não seja bom aos olhos das outras pessoas, com as quais não nos importamos nem um pouco.

A Bruxa Satânica é a mulher que realmente pensa por si mesma, ela é verdadeiramente inteligente, aquela que sabe quais são suas metas e para alcançar o que deseja não mede esforços. Ela é a estrategista, aquela que usa de seu conhecimento e intuição para conseguir chegar em determinado objetivo, além de usar, é claro, de suas armas sexuais e apelos femininos. O sexo para elas não é algo sujo e atormentador, como normalmente é visto pelas outras mulheres da sociedade, a Bruxa Satânica não vê mal algum no sexo, muito pelo contrário, ela se ama e sempre procura dar-lhe todo o amor e prazer do mundo.

Estamos muito ligadas ao arquétipo de Lilith de uma certa forma, estamos sempre procurando melhorar nossa imagem física, sempre preocupadas com nossa estética, individualidade, liberdade e em nos darmos prazer e isso não está ligado somente ao poder de conquista ao sexo oposto (ou não), mas porque nos sentimos bem desta forma, tudo o que uma Bruxa Satânica vem a fazer, sempre será no intuito de se sentir cada vez melhor consigo mesma. Temos plena consciência que quanto mais nos amarmos, mais amor poderemos doar aos nossos.

A mulher satânica não está somente limitada ao seu aspecto sedutor e conquistador, nós também somos mães, esposas, fazemos todas as coisas que qualquer mulher venha fazer e é justamente aqui que quebramos todos os mitos deturpados que criaram diante do que seria uma satanista. Sim, nós somos seres “comuns”, nós amamos, nós criamos filhos, nós temos marido, família, trabalho e lar e os protegemos com toda a força que temos, lutamos pelos nossos com garra, pois eles são o reflexo de nossa beleza e amor próprio. O que nos diferencia das mulheres comuns é que não estamos mais sob o julgo da moral e da igreja, e, equilibramos perfeitamente nossos arquétipos de Lilith e Eva.

Não precisamos fazer sexo com o demônio para tornarmo-nos bruxas satânicas, não matamos criancinhas e muito menos praticamos qualquer tipo de sacrifício ritual, basta somente nos livrarmos dos conceitos de servidão que com tanto carinho fizeram nos acreditar ser o certo. Nós temos plena consciência de que não estamos aqui para servir, mas que estamos aqui para fazer nossa vontade e ainda, conquistarmos nossa alegria e felicidade. Para nós os homens - que realmente merecem - não caminham à nossa frente ou atrás de nós, caminham ao nosso lado.

Outra confusão que se faz perante o que seja uma bruxa satânica é compara-la com as feministas. Nós não somos feministas e muito menos machistas, somente aprendemos a valorizar o feminino em nós, estamos cientes de nossa importância e valor, e, lutamos para que a mulher seja vista e valorizada em todo o seu esplendor. Durante séculos criaram uma imagem errada da mulher, fomos vistas como escravas, rainhas do lar, inferior, irracional, etc e nós estamos aqui para mostrar que não, que temos nosso valor e que não aceitamos mais sermos rebaixadas e pisoteadas como vem acontecendo há milhares de anos.
De uma forma simples e resumida uma Bruxa Satânica é aquela que une o sagrado e o profano para conquistar o que for que seja, aquela que cultiva diariamente o amor próprio, aquela sempre pronta a tornar a sua vida em algo prazeroso e digno dela. Ela é aquela que não põe ninguém acima dela, que não faz nada que não seja de sua vontade. É a guerreira, a mãe, a feiticeira, a mulher fatal e pensante.
 A Bruxa Satânica não é simplesmente uma mulher ou bruxa, ela é uma deusa.
Por: Lua Hedra
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ALFABETO DAS BRUXAS

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Alfabeto Das Bruxas



O Alfabeto Das Bruxas é uma escrita utilizada por algumas Bruxas como um alfabeto secreto. Este alfabeto também era chamado de a escrita do Theban.
O Alfabeto das Bruxas foi muito popular durante as décadas de 1960 e 1970, mas foi gradualmente reposta por Germânico e Céltica nos meados da década de 1980.
São poucas as tradições que ainda utilizam deste alfabeto.
Símbolos
Na prática da arte da Grande-Mãe e seu Consorte, podemos acrescentar uma simbologia mágica que nos permite a melhor sintonia com os elementais. Para tanto, magos e bruxos de todo o mundo, através do conhecimento milenar puderam propagar esta simbologia que nos permite alcançar o efeito desejado em nossas práticas mágicas pessoais. Cada símbolo com o passar dos séculos, foram incorporados na Arte da Bruxaria, devido a sua eficácia - seja no contexto mágico ou religioso. Muitos destes símbolos são utilizados para a prática ritualísticas de bruxos e bruxas, servindo para focalizar a energia mágica bem como os instrumentos. Na astrologia temos diversos símbolos que representam planetas e signos. A maior parte deles vem sendo também fortemente utilizados em Wicca. A seguir vamos dispor os principais símbolos e seus respectivos significados.
Pentagrama
É um dos símbolos pagãos mais poderosos e mais populares entre os Bruxos e Magos Cerimoniais. O pentagrama (uma estrela de cinco pontas circunscrita num círculo) representa os quatro antigos e místicos elementos: fogo, água, ar e terra, superados pelo espírito. Em Wicca o símbolo do pentagrama é geralmente desenhado com a ponta para cima a fim de simbolizar as aspirações espirituais humanas. Um pentagrama voltado com duas pontas para cima é um símbolo do Deus Cornífero.
Vênus de Willendorf
Representa a fecundidade e a fertilidade. Ela se baseia nas primitivas imagens da Grande Mãe que, desde a Idade da Pedra, representam o poder mágico da alma feminina. Ela a senhora da fertilidade da terra e do espírito. Deve ser colocada perto da cama (para a fertilidade do casal), na mesa do escritório (para a fecundação de novos projetos) ou na sala (para a fertilidade das relações familiares).
Selo de Salomão
É um antigo e poderoso símbolo mágico. Este símbolo consiste em um hexagrama de dois triângulos entrelaçados (um voltado para cima e outro para baixo). O selo de Salomão simboliza a alma humana, sendo utilizados por bruxos e magos cerimoniais para encantamentos, conjuração de espíritos, sabedoria, purificação e reforço dos poderes psíquicos.
Tridente
É um símbolo de 3 falos, ostentado por qualquer deidade masculina cuja função é unir-se sexualmente à Deusa Tripla. É utilizado principalmente em Grandes Rituais, Magia Sexual e rituais de fertilidade.
Suástica
É um antigo símbolo religioso formado pela cruz grega com braços em ângulos retos. Antes de ter sido adotada pelo nazismo, a suástica era um símbolo sagrado de boa sorte e de saúde na Europa pré-cristã e em muitas outras culturas pagãs em todo mundo, incluindo as orientais, egípcias e tribais das Américas.
Lua Crescente
Símbolo sagrado da Deusa e também um símbolo da magia, da energia feminina, da fertilidade, do crescimento abundante e dos poderes secretos da natureza. É utilizado nas invocações à Deusa e a todas as deidades lunares, na magia da lua, nas celebrações dos Sabbats e nos rituais de cura das mulheres.
Triângulo
É um símbolo de manifestação finita na magia ocidental, sendo usado em rituais para invocar os espíritos quando o selo ou sinal da entidade a ser invocada está no centro do triângulo. O triângulo é equivalente ao número três - número mágico poderoso - e é um símbolo sagrado da Deusa Tripa: Virgem, Mãe e Anciã. Invertido simboliza o princípio masculino.
ANKH
É um antigo símbolo egípcio que nos lembra uma cruz encimado por um laço. O Ankh simboliza a vida, o conhecimento cósmico, o intercurso sexual e o renascimento. Devemos lembrar que o Deus e a Deusa do maior do antigo panteão egípcio são representados portando sempre este símbolo. O Ankh também é conhecido por vários bruxos como "Cruz Ansata". Hoje em dia o Ankh é usado por vários bruxos contemporâneos para encantamentos e rituais que envolvem saúde, fertilidade e divinação.
Olho de Hórus
É um outro antigo símbolo egípcio muito usado na feitiçaria moderna. Representa o olho divino do deus Hórus, as energias solar e lunar, e freqüentemente é usado para simbolizar a proteção espiritual e também o poder clarividente do Terceiro Olho.
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Bruxos da Antiguidade

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Odin e seus corvos

Os bruxos de antigamente eram camponeses iletrados

Freqüentemente os escritores modernos afirmam que as bruxas de antigamente não podiam ler e escrever, e portanto os ensinamentos de Bruxaria foram transmitidos oralmente. Essa afirmação contradiz a indicação no Livro das Sombras, de que cada bruxa deve “manter um livro em sua mão de escrita” (keep a book in your hand of write), embora talvez essa regra date de épocas pós-letradas. Entretanto, historiadores como o Dr. Owen Davies e o Professor Ronald Hutton provaram que as “bruxas brancas”, os sábios e os magos populares do passado eram freqüentemente instruídos.

Eles possuíam coleções de livros ocultistas que incluíam grimórios mágicos, almanaques astrológicos e herbanários. Alguns destes eram clássicos escritos por Nostradamus, Agrippa, Nicholas Culpeper, Francis Barrett e William Lilly, ou até mesmo cópias de grimórios medievais, como As Chaves de Salomão (Hutton 1999:19). Outros trabalhos ocultistas geralmente disponíveis incluíam The High German Fortune-Teller, Mother Bridget’s Dream Book, The Oracle of Fate, o livro de Napoleon Bonapart, Book of Fate, Raphael’s Almanae, Mother Shipton’s Profecies, e The Herald of Astrolog.. Por volta dos anos de 1880, as bruxas até assinavam uma revista ocultista chamada The lamp of Thoth, produzida por um grupo de magistas de Yorkshire conhecidos como os Frateres da Rosa Cruz.

O tipo e larga escala de publicações ocultistas disponíveis às bruxas e aos povos sábios pregam também um outro mito. Em um de seus livros, Doreen Valiente especificou separadamente as bruxas dos praticantes de magia cerimonial, o que ela afirmou ser o estudo dos sacerdotes e eruditos (Valente 1962: 27). Esse mito foi usado para justificar as alegadas origens pagãs da bruxaria como sendo uma religião natural popular, praticada por camponeses.

De fato, a evidência sugere o oposto à afirmação de Valiente – ou seja, que as pessoas popularmente descritas como “bruxas” praticaram magia cerimonial. O bruxo hereditário E. W. Liddell, por exemplo, afirmou que por volta de 1900 a maioria dos covens de bruxaria utilizava o material de “As Chaves de Salomão” (The Key of Solomon). E ele vai mais adiante, dizendo que a Bruxaria emprestou práticas da magia cerimonial desde, pelo menos um século ou até antes disso. Ele também afirma que o coven de New Forest, dentro do qual Gardner foi iniciado em 1939, usava As Chaves como um canal mágico (Liddell 1994: 158). De fato, foi assim que em 1654 a Inquisição em Veneza descobriu uma cópia de As Chaves na casa de uma mulher, suspeita de ser uma bruxa.

Em outros casos, o material escrito e de posse das bruxas tradicionais e pelos povos sábios (que eram às vezes doutores ou professores), consistia em grimórios feitos em casa. Estes carregam alguma semelhança com os modernos Livros das Sombras, exceto pelo fato de que não continham rituais pagãos sazonais. Eles consistiam geralmente de encantamentos de cura e feitiços, conhecimentos atmosféricos (previsões e mudanças de tempo), dados astrológicos e encantamentos para contatar anjos e convocar espíritos elementais. Estes “livros negros” possuíam nomes exóticos, como Liber Nox ou Book of the Night, The Devil’s Prayer Book e The Secret Granary, e sempre foram parte importante do stock-in-trade da bruxa (Pennick 1995: 11).



Wiccan Rede e a Lei Tríplice do Retorno


A maioria dos livros modernos de bruxaria contém um elemento moral ou ético, centrado na terrível advertência sobre o emprego errado de poderes mágicos ou psíquicos. Tais elementos estão geralmente baseados na Wiccan Rede: a tão comentada Lei Tríplice do Retorno. Estas indicações, um tanto dogmáticas, prendem o bruxo a não praticar nenhum dano, a nenhuma criatura viva. Se assim o fizerem, estarão então advertidos de que toda a energia negativa que emitirem lhes retornará, e ainda desdobrada em três. A escritora moderna Teresa Moorey coloca a pergunta em um de seus livros: “Os Bruxos causam algum mal através da magia ?”

Ela mesma responde, dizendo que definitivamente não, porque o “efeito bumerangue significa que isso irá retornar para você triplamente”. Moorey adiciona que, de qualquer maneira, prejudicar qualquer pessoa é a variação de “the life-affirming nature of the Craft” (1996: 25). Este é um dogma popular, mas infelizmente força a evidência histórica ao contrário.

Há uma longa e ancestral tradição na bruxaria e magia, que data dos tempos da Babilônia e do Egito, sobre o uso de energia psíquica criada por poderes mágicos para causar danos físicos, e até mesmo a morte. De fato, toda a explicação por trás da introdução da pena de morte no século XVI na Inglaterra era a crença comum de que uma pessoa poderia enfeitiçar alguém à morte. Os bruxos ingleses suspeitos daquela época deixavam de se alarmar, não por acreditarem que eram membros de um culto herético de adoração do demônio, mas sim porque essa era uma crença comum em todos os níveis da sociedade, de que eles tinham o poder de matar humanos e animais de criação, e de arrasar colheitas.

Acredita-se que a rainha Elizabeth I introduziu seu Ato de Bruxaria, com a cláusula de pena de morte depois que uma imagem de cera que a representava foi descoberta em Lincoln Inn Fields.

Antigamente as bruxas podiam curar e amaldiçoar, heal e hex. como o editor da The Cauldron apontou em sua introdução ao artigo de Kelvin Jones em Cornish Curses (The Cauldron 103 Edição Inglesa, Fev/2002). Ele também sugeriu que a Wiccan Rede e a Lei Tríplice do Retorno eram ambas invenções modernas. É interessante notar que, em uma conversa na Conferência Pagã de 1997, Doreen Valiente rejeitou a validade da Lei e ainda sugeriu que isso fosse um dado moderno. O Dr. Graham Harvey, em uma conferência sobre o desenvolvimento do paganismo, organizada pela Open University, disse que o novo paganismo (incluindo a Wicca) é muito mais um produto da modernidade. Ele descreveu a isto como uma forma protestante de paganismo, altamente concernida em valores morais e éticos. O Dr. Harvey apontou que, aos povos tribais indígenas, as matérias éticas eram de interesse da comunidade e não da religião. Mark Pilkington, ao escrever em Fortean Times 157 (Abril/2002), fez uma pergunta interessante a respeito da razão pela qual os membros do mundo espiritual deveriam, eles próprios, se preocuparem com a moral humana.

Obviamente eles não deveriam fazê-lo, porque a moralidade não tem nada a ver com religião. Ela é uma construção humana, e quando isso toca no uso de magia para prejudicar alguém, a responsabilidade moral pelas próprias ações descansa unicamente sobre o próprio praticante.

O Estranho Mistério dos Falos de Pedra

Em 1973, o autor Michael Harrison relatou uma conversa que disse ter mantido com o Professor Geoffrey Webb. Essa conversa baseou-se na descoberta dos falos de pedra ocultados dentro dos altares das igrejas do período pré-Reforma. O Professor Webb era um historiador arquitetônico famoso, e também secretário da Comissão Real de Monumentos Históricos. Neste papel foi lhe dada a incumbência, após a Segunda Guerra Mundial, de examinar os danos das bombas feitos às igrejas de Londres, em Blitz. Em uma igreja, disse que encontrou uma laje da pedra que formava o topo do altar, e que havia sido deslocada de sua posição original pela explosão das bombas. Isso, disse o Professor Webb, tinha revelado o interior do altar pela primeira vez desde o Séc. XII. Ele ficou admirado ao descobrir que o objeto ocultado dentro daquele altar medieval era uma imagem de um falo de pedra. Não ficou claro se este era somente um entalhe, ou uma real representação. Harrison afirma que esta descoberta inicial conduziu o historiador a investigar outras igrejas do mesmo período, e surpreendentemente afirma-se que 90% das igrejas examinadas possuíam o falo de pedra oculto dentro do espaço do altar (1975: 215-216).

Se esta surpreendente afirmação é verdadeira, então ela representa uma evidência física da sobrevivência das crenças pagãs em um contexto cristão na Idade Média. Entretanto, o velho cético Prof. Ronald Hutton apontou que, à parte a alegada conversa de Harrison, há poucas outras evidências para dar suporte às descobertas. Para começar, nenhuma publicidade contemporânea foi dada às descobertas, mesmo que Harrison dissesse que lhe foram mostradas fotografias dos falos “in situ”. O Prof. Hutton também aponta que não há nenhuma menção desses extraordinários achados no livro de Webb, Architecture in Britain: The Middle Ages, publicado em 1956, ou em qualquer outro de seus livros e artigos. Também o Prof. Hutton, que escreveu sobre a Reforma, indica que todos os altares medievais em igrejas inglesas foram destruídos ou removidos, durante as Reformas Protestantes no reinado de Edward VI (Hutton 1999:274).

Considerando a falta da evidência física, parece provável que a história dos falos de pedra em altares ingleses da igreja seja apenas uma estória. Como um mito moderno isto foi repetido à moda do papagaio, porque corrobora a idéia popular de que "A Velha Religião Pagã" (ou o que quer que seja) sobreviveu das épocas medievais. Mesmo no ano passado, um famoso alto sacerdote gardneriano repetiu a história em um artigo de revista, para dar suporte a teorias sobre a adoração fálica ancestral. Parece que esse mito ainda vai precisar de um longo tempo para ser exorcizado da consciência popular.



Os Bruxos (homens) não são chamados Warlocks

Quase todo escritor moderno de bruxaria sente a desesperada necessidade de informar a seus leitores, na primeira oportunidade possível, que os homens bruxos não são chamados "warlocks". Em uma recente entrevista, a bruxa americana Starhawk disse que "warlock" não era um termo realmente utilizado pelos bruxos. Ela foi mais adiante, dizendo que este era "um clichê para uso de Hollywood" e que foi empregado somente pelos ignorantes que nada sabem sobre bruxaria. Em sua declaração dogmática, Starhawk não só rejeita o termo como algo não usado para descrever um homem bruxo, mas também rotulou qualquer um que o usa como uma pessoa ignorante, que não é um bruxo real.

A maioria dos escritores cita a definição de warlock como um "traidor", sem sequer questionar como isto se foi associado com a bruxaria. De fato, é um termo do antigo inglês, ou um termo saxão para feiticeiro ou mago (do inglês antigo). O componente "traidor" provavelmente veio à frente porque tal pessoa seria tida dessa forma em relação à religião Cristã. Nigel Pennick, praticante de uma forma tradicional de East Anglian Craft, refere-se muito claramente a um warlock como o nome arcaico para um praticante masculino das artes mágicas, um bruxo ou um sábio. Ele afirma que o título relaciona-se ao poder mágico de um mago de encerrar, incluir energia psíquica ou espíritos pelo uso de feitiços de amarração (binding spells - 1989:121). Isto conseqüentemente é a mais próxima relação da anglo-saxã "wicca", significando um magista com o poder de defesa contra o mal (ward-off).

Há, evidentemente, muitos outros mitos populares que se poderia ter exposto neste artigo. Eles incluem o "fato" de que a bruxaria morreu na Era da Razão no séc. XVIII. Na verdade, a popular perseguição às suspeitas bruxas pela turba continuou através do Séc. XIX, e freqüentemente terminava nas cortes, sob o Ato de Bruxaria de 1736. Um outro mito atual é o de que as bruxas foram os instrumentos da revogação desse Ato em 1951. De fato, foram espiritualistas que se mobilizaram no parlamento após o aprisionamento da médium Helen Duncan sob o Ato, em 1944. Nos anos 70 e 80, alguns renomados Wiccanos foram reputados como tendo persuadido o parlamento para não mais trazerem novas leis anti-bruxaria.

As mornas tentativas de trazê-las foram feitas por atabalhoados, tais como Geoffrey Dickenson, ministro do parlamento, que saiu sob risos da House of Commons (o parlamento) e nunca teve nenhuma possibilidade de aceitação de tal proposta. Infelizmente os mitos ainda vivem, mas este artigo tem a esperança de tornar o leitor mais atento à desinformação e aos mitos apresentados como fatos históricos.
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Tradição Ariciana

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Tradição Moderna de Bruxaria Italiana fundada em 1998 pelo autor Raven Grimassi. É uma mistura de conceitos modernos com crenças antigas e práticas que outrora englobaram os ritos religiosos presididos no bosque sagrado da Deusa Diana no Lago Nemi, Itália.

Os Dogmas básicos Aricianos são:

  • A Fonte de Todas as Coisas é masculina e feminina.
  • Nossas almas possuem a centelha divina dos Criadores.
  • A essência dos Criadores reflete-se na criação.
  • A Natureza é a Grande Mestra, o microcosmo é o Projeto Divino.
  • Somos seres espirituais tendo uma experiência humana, e não humanos tendo uma experiência espiritual.
  • A reencarnação é um processo através do qual a alma é preparada e depois liberada.
  • As nossas ações, ou falta delas, afetam as demais pessoas e nisso devemos nos esforçar para termos uma coexistência pacífica.
  • Todas as formas de vida são iguais, pois vida é vida, não importa em que lugar esteja.
  • Somos responsáveis pelas nossas próprias ações e existem conseqüências pela irresponsabilidade cometida.
  • Façamos com a terra e com as demais pessoas o que faríamos a nós mesmos.
  • Nada deve ser recebido sem que algo seja dado em troca.
  • Somos guiados pelas Divindades e espíritos que nos acompanham em nosso caminho.
  • O amor e a compaixão são a essência para uma alma saudável e desenvolvida.
  • A estrutura e o individualismo devem permanecer em equilíbrio, sem que um ofusque o outro.

A Tradição Ariciana mescla conceitos de Bruxaria Italiana com Wicca Moderna.

Tradição Aridiana

É um sistema de Bruxaria Italiana estabelecido em 1981 por Raven Grimassi. É baseado na Tradição Tríade da Antiga Itália, um sistema supostamente formado durante algum momento no final do século XIV e início do século XV na Antiga Itália. A Tradição Aridiana é uma das mais ecléticas das Tradições com bases Italianas, incorporando alguns elementos da Wicca moderna. Em 1997 Raven Grimassi afastou-se como diretor deste sistema e depois formou a Tradição Ariciana sobre a qual os iniciados criadores da Tradição Aridiana se converteram. O sistema Aridiano focaliza-se na Deusa Tana e no seu consorte Tanus. A Roda do Ano é baseada no ciclo agrícola e incorpora um mito para marcar cada estação. Além disso, o ano é dividido em períodos crescentes e períodos minguantes personificados pelo cervo e pelo lobo respectivamente - muito semelhante a Tradição de Wicca Alexandrina onde o ano crescente e minguante é personificado pelo Rei Carvalho e pelo Rei Azevinho.

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Tradição Gardneriana

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O caminho Gardneriano é o mais antigo da moderna denominação para a Antiga Religião, também chamada Wicca, Bruxaria, ou simplesmente ‘A Arte’. Ele é um sistema de rituais e conceitos teológicos que têm sido transmitidos, através dos anos, de membro para membro, em uma linha direta aquele que foi responsável pela organização e consolidação dos rituais, Gerald B. Gardner.

O sistema Gardneriano é apenas um entre vários sistemas existentes para se conectar com os Mistérios da Arte. Uma vez que o aspecto mais importante é passar pelas etapas através da experiência, os Gardnerianos mantêm seus rituais em segredo daqueles que não foram iniciados na Tradição. Deste modo, se concede a cada pessoa, a oportunidade de constatar por si mesma (o) o que a experiência de cada ritual significa. Nós não falamos sobre o que vai ocorrer no ritual e nem procuramos encontrar o significado desta experiência. Em vez disso, conjuntamente exploramos a natureza dos Mistérios.

O meio usado para que os segredos sejam mantidos é através de juramentos solenes feito perante os Deuses. Neste juramento, o novo iniciado promete não revelar detalhes sobre os instrumentos mágicos, nomes sagrados e aspectos específicos da Tradição Gardneriana e quais são os modos particulares de expressar os Mistérios. No entanto, os conceitos expressados em cada ritual podem ser livremente discutidos e explicados; nós simplesmente não usamos exemplos específicos da Gardneriana para fazê-lo.

Uma vez que, os Mistérios são tão abrangentes, nós temos que desmembra-los em prol de melhor discuti-los e compreende-los. A primeira divisão que os Gardnerianos fazem é estabelecer a dualidade entre o Deus e a Deusa. Simplesmente entenda que a Deusa é a Mãe que dá Vida, e o Deus é o Senhor de Chifres da Morte. A Deusa é a Lua, o Deus o Sol. A Deusa a Terra, o Deus o Céu. Através da União deles que tudo passa a ter sentido, e é a união deles que o Todo Divino é criado. Deste modo, a idéia de uma união criadora é o pilar central para a compreensão da Tradição Gardneriana. Isto é polaridade, a idéia de opostos em uma união harmoniosa. O mesmo conceito exposto pelo símbolo Ying & Yang. Duas metades que se unem para formar algo maior que a soma de suas partes. Os Gardnerianos usam imagens de arquétipos para demonstrar a união entre feminino e masculino, mas não reivindicamos que esta é a única forma de expressão, nem forçamos que uma pessoa as aceite para se tornar Gardneriano. O que é necessário é a compreensão do conceito e ser capaz de visualizar sua beleza e ser capaz de trabalhar o mesmo dentro do conceito ritual. Em outras palavras, a preferência sexual não tem nenhuma relação com o fato de uma pessoa ser ou não Gardneriana e nem interfere sobre sua relação com a Arte.

Os Gardnerianos vêem seu relacionamento com os Deuses de forma recíproca. Nós precisamos Deles e nos damos para Eles; e em igual medida, Eles precisão de nós e nos retribuem. Não vemos os Deuses como estando em algum lugar desconhecido. Pelo contrário, o Divino está entre nós e nós estamos no Divino. Esta afirmação não busca uma forma psicológica para a Religião, mas é uma forma de ver o Todo como ele é. O truque é compreender que os Deuses estão à parte de nós assim como são parte de nós, e ser capaz de entender tais verdades simultaneamente.

Esta idéia de não-dualidade é uma forma de vislumbrar o mundo pela qual se entende que, apesar da separação necessária, esta é uma ilusão decorrente do fato de estarmos trabalhando em campos temporais. Ao mesmo tempo estamos e não estamos separados de todo o resto do universo. Este é outro conceito Gardneriano importante.

Os Gardnerianos usam ciclos da natureza e suas simbologias para representar os Mistérios. Nós honramos o planeta Terra e respeitamos todos os seres vivos e sabemos que somos parte de um ciclo natural, sabendo que devemos repor tudo o que retiramos, assim como compreendemos que todo ser vivo sobrevive através de uma morte. Portanto, nos permitimos retirar a vida do que nos é necessário para viver e reconhecemos tal necessidade perante os Deuses e perante o mundo. Assim, não só lutamos contra o medo da morte, mas sim em aceita-la como parte natural de um ciclo; reconhecendo que assim como compartilhamos das alegrias da vida, devemos compartilhar as tristezas da morte.

Os Gardnerianos acreditam na idéia de reencarnação. Contudo, a forma exata como ela é compreendida é uma questão relegada ao entendimento individual. Isto significa que trabalhamos com a idéia de ciclo da vida, morte e renascimento. Sabemos que se iremos viver, então devemos morrer, assim como devemos renascer. Observamos este fato claramente através dos ciclos da natureza que estão a nossa volta. Logo, considerando que não somos diferentes da natureza, o mesmo é verdade para nós.

Celebramos oito Sabás anuais, tanto para celebrar as etapas do ciclo da natureza como tomar parte delas. Desta maneira afloramos nosso sentimento como parte da natureza, e por isso nossa ênfase em comemorar as estações e fases da Roda do Ano. Nós e o Planeta Terra somos um; e o que fazemos, o Planeta Terra faz e vice versa. Além destes eventos, nos reunimos nas luas Cheias e nos momentos que desejarmos ou for necessário para os membros do Coven.

Nós aceitamos e compreendemos o Trabalho Mágico. Definimos tal assunto como sendo a nossa conexão com o Todo. Afinal, se nós somos uma Única coisa, então afetar o clima é simples como o fato de erguer nossa mão. Nossa ligação com nossa mão é que nos possibilita levanta-la e, da mesma forma entendemos que este vínculo possibilita trabalhar a magia. Evidentemente existem limites, leis naturais, modo como o universo funciona; e não podemos ir contra tais Leis. Não existe torcer o nariz e fazer um pirulito aparecer.

Aceitamos a Lei Tríplice do Retorno e nós seguimos a Rede Wiccana. A Lei Tríplice manda que tudo o que você fizer, bom ou mal, irá afetar tudo ao seu redor e eventualmente retornar para o responsável ampliado por todas as interações ocorridas. Se você luta para ajudar aqueles que precisam, não fique surpreso se ajuda aparecer quando precisar.

A Rede Wiccana afirma: “Se nenhum mal causar, faz o que tu queres.”; tal não é uma simples declaração de que você pode fazer o que bem quiser desde que não machuque ninguém. Na verdade é um conselho profundo sobre o relacionamento de nossas motivações e a responsabilidade de ser um(a) Bruxo(a). Afirma que primeiro você deve saber sua verdadeira motivação, o que é bem diferente do que você quer ou deseja. Em segundo lhe atribui a responsabilidade de ter que investigar as conseqüências que ocorrerão caso sua vontade seja colocada em prática. Em terceiro, aconselha que nenhuma conseqüência ruim deva ocorrer em decorrência do trabalho de seu objetivo. Finalmente é um ato de comando. Lembre-se a Rede não afirma ‘você talvez possa fazer o que quer’. A Rede diz ‘faça o que quiser’, sendo relacionada a ação (ética e responsável) que está preparada para assumir as conseqüências, sejam elas quais forem. A Rede é uma declaração que assegura que tudo que foi feito para a consolidação de sua vontade, não fará mal nenhum; porém, também declara que a pessoa aceita as responsabilidades por seus atos.

Na Tradição Gardneriana, cada coven é comandado por um Alto-Sacerdote e por uma Alta-Sacerdotisa, que trabalham juntos; cabendo a Alta Sacerdotisa a decisão final em caso de divergências. As pessoas que foram treinadas pelo Alto Sacerdote e Alta Sacerdotisa do coven se referem a eles como Rainha e Mago. Cada coven é autônomo, e isto significa que não existe uma autoridade central e que cada Alto Sacerdote e Alta Sacerdotisa decidem como devem administrar o treinamento dos novos Iniciados e, dentro de certos limites, como representar os rituais. Rainha e Mago de um coven são responsáveis por zelar para que seu coven não passe dos limites definidos pela Tradição, no entanto não possuem autoridade sobre aqueles que receberam autorização para iniciar um novo grupo. Contudo, mesmo não tendo autoridade formal sobre o coven novato, a Rainha e Mago devem ser tratados com respeito e carinho de Elders, e assim o sentimento de união da Tradição faz com que ela se propague como uma família.

A Tradição Gardneriana usa o sistema de Três Graus. O postulante deve trabalhar com o coven sem ter contato com os elementos secretos, durante o período de 1 ano e dia. Sendo que a elevação de grau, normalmente, segue o mesmo período de tempo. A etapa que antecede a primeira iniciação pode ser comparada a uma gestação, pois o postulante está sendo preparado para uma nova vida. A iniciação no Primeiro Grau é o nascimento, sendo que o novo membro pouco sabe sobre o novo mundo e sua linguagem. A iniciação de Segundo Grau é equivalente a puberdade e se espera que o membro do coven aprenda a se comportar como adulto no mundo Gardneriano; aprendendo como executar rituais e transmitir os Mistérios. A iniciação no Terceiro Grau ocorre quando o membro do coven possui todas as características plenas e, consequentemente será capaz de partir para estabelecer seu próprio coven. Trata-se de uma grande responsabilidade, moldada em alegria e renovação em nome de uma nova jornada longe dos cuidados da Rainha e Mago.

Esta é uma visão geral da Tradição Gardneriana. Talvez ela não seja o caminho certo para todos, pois seus símbolos e expressões particulares dos Mistérios podem não refletir de forma igualmente atraente entre as pessoas. No entanto, é um das muitas maneiras de expressar a beleza da Antiga religião. Ninguém deve acreditar que precisa ser Gardneriano para ser um(a) Bruxo(a), pois cabe a cada um encontrar o caminho que mais se identifica. A Tradição Gardneriana é simplesmente um entre os vários e belos veículos espirituais e assim como as diferentes espécies de flores, tem seu encanto e aromas próprios.



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História da Bruxaria II

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HISTÓRIA

Identificamo-nos com a Tradição específica ou definida, mas orientamos a nossa prática ritual pela tradição das antigas bruxas lusitanas oriundas da Casa Telucama. O nosso panteão lusitano tem a ver com a nossa tradição histórico-cultural, venerando Endovélico e Atégina. Este estudo, como é óbvio, deve ser bem pensado, tendo em conta que as venerações dos Deuses e Deusas Lusitanas que possuem características próprias, mas aplicadas à Tradição Ibérica e de veneração Lusitana.

A Bruxaria é a Religião, como outra qualquer. O facto de uma pessoa ter o Dom, ter a Visão, não significa ser Bruxa. Muitas pessoas têm esse Dom. Mas é necessário desenvolvê-lo e acima de tudo aprender a usá-lo com consciência e responsabilidade. ... Necessário estudar, dedicar-se muito, até poder afirmar que é Bruxa ou Bruxo.

«Sempre que tiverdes necessidade de alguma coisa, uma vez por mês, de preferência na Lua Cheia, reuni-vos em algum lugar secreto e adorai meu espírito, eu que sou a Rainha de todos os bruxos.

«E sereis livres de escravidão; e como sinal de que sereis realmente livres, ficareis despidos nos vossos rituais; e haveis de cantar, dançar, festejar, tocar música e fazer amor, tudo em minha homenagem. Porque meu é o êxtase do espírito e minha também é a alegria que há na Terra; porque a minha lei é distribuir o amor para todos os seres»

A propósito do nosso estudo também versar a Bruxaria Tradicional Ibérica e em especial a Lusitana de que atrás falamos, é o seguinte: História Mítica não é pertença exclusiva de ninguém. Mas a nossa História exige pouco mais de quem a ela se dedica. A Tradição Ibérica surge, apenas porque existe divindades próprias. O ritual ensinado por algumas anciãs (Mama Réa) ou pela mitologia popular criou forma própria de comunicar com os Mistérios. Iniciatória como Iniciática implica os Mistérios e a palavra mistério, advém de mito. De mito fez-se loggia ou "narrativa", o que por vezes existirem pessoas desconhecerem este facto. A Tradição Ibérica que, v.g. o Coventículo do Corvo Sagrado estuda, tende a recuperar o que se pensa ter perdido o significado primordial através das narrativas encobertas, alegorias, dos Mistérios Sagrados, sobretudo na Terrae Ophiussa (Terra das Serpentes). Lusitânia, terra dos Iniciados, dos Mistérios, da transmissão esotérica, tem por princípio o seguinte: Nenhum conhecimento é válido se não for compartilhado.


... o culto aos Deuses destas terras, Tradição antiga mas renovada sem contudo fugir aos conceitos e preceitos do antigamente. Os nossos ancestrais adoravam os seus Deuses, com cultos diferenciados entre tribos e regiões e amavam e respeitavam os lugares e espíritos da natureza, colhiam e caçavam com bravura e respeito. Como todos os esclarecidos, o aspecto ritualístico, é desconhecido, por estas práticas não serem passadas a escrito, mas oralmente. A base dos nossos rituais tem a ver, sobretudo, como a forma de estar e de comunicar com essas entidades. não nos podemos esquecer o passado da Península Ibérica, que foi palco de influências de vários povos: os Fenícios, Cartagineses, Suevos, Visigodos e Celtas e Celtiberos.

Ninguém possui o conhecimento, depois desses séculos, tal como o praticavam, embora existam gentes guardiãs de tais segredos, sem que estes mesmos tenham sofrido grandes influências de outras tradições mágicas: não por preservação mas pela sua melhoria e elevação espiritual transmitindo-os de família para familiar ou de Mestre para Iniciado, só assim, entrará no mundo fascinante e poderoso da feitiçaria da Tradição Ibérica.

Os povos Ibéricos eram, na realidade vários povos, também foram os árabes, como foram os lígures e como o foram os lusitanos. Embora haja continuidade genuína e pura que surge dos lusitanos, com características muito particulares levaram, apesar das várias incursões, de se manter a sua civilização cultural e a sua raça.

Claro, que entre beberam, de algum modo, as várias influências, como as dos fenícios (a partir do Séc. X ane) e dos gregos (a partir do séc. VII ane), por isso, quando a Civilização celta atinge a região, existiam vestígios de proto-celticidade i.e., segundo os profundos estudos do pesquisador e historiador francês Antoine Fabre D'Olivet (em particular no seu livro 'História Filosófia Do Género Humano'), também perseguido pelo Vaticano e por Bonaparte, o povo fenício, não era mais uma das facções da Civilização celta, facção essa que deu origem, numa cisão social memorável, às amazonas há-m's-ohne: as sem macho) hoje, reveladas arqueologicamente e não pertencem ao 'reino da fantasia' (e dando raz"o às certezas históricas anteriormente apontadas por D'Olivet).

A este registo, ao qual, Martins Sarmento não teve acesso demonstra a digressão céltica formou vários povos a partir dos clãs dissidentes, penetrou a Ásia e o Egipto e quando chegou em massa à Península Ibérica entrou pela região do Algarve (e vindos do Norte da África e da Espanha) com os Cinetes, por Lisboa com os Cempsos, pela Estremadura (e vindos da Espanha) com os Sepes, por Coimbra e Viseu (e vindos da Espanha) com os Pernix Lucis e pelo norte (Galiza, na Espanha; Braga, Barcelos, Guimarães, Chaves e região do rio Douro, em Portugal) com os Draganes. Uma horda dominou e aculturou os povos ali viviam no séc. VI ANE. Outra facção dos celtas, os cartagineses, chegou à região no séc. II ANE já com o Império Romano fazendo soar as trompetas em algumas abordagens de salteio.

Poucos séculos depois, na era actual, chegaram os vândalos, alanos e suevos (409 Depois da Nossa Era), os Visigodos (415 DNE) e, cerca de trezentos anos depois, novamente os Árabes (710 DNE). Assim, quando se fala de período pré-céltico ibérico temos de o localizar entre os sécs. X e VI DNE, uma vez aqueles clãs aqui instalados em 600 DNE constituíram, designados por celtíberos e é deles que se fala quando observamos, por exemplo, a arquitectura sócio-militar nos castros (citânias) de Briteiros e de Sabroso (Guimarães) ou de Loureiro (Pontevedra) ou Santa Tecla (La Guardia). O formidável e íntimo (porque ousadamente pessoal) trabalho de Martins Sarmento, pôs a descoberto as raízes sociais que deram origem a Portugal e cuja força telúrica ajudou, na verdade, o príncipe D. Afonso Henriques a tornar-se o primeiro rei português a partir, exactamente, de Guimarães!

Não podemos esquecer nunca, há o traço alquímico a unir todos os povos.

Como Ibéricos, especialmente os Lusitanos, possuímos a Tradição Ancestral, na qual muitas das práticas exteriores, por exemplo, o culto dos adoradores, muito comum na nossa etnografia, foi absorvida pela Religião católica. Surge mais tarde em épocas festivas tais como o Entrudo, Pascoela e Natal são datas aproximadas das festas, que foram palco de adoração aos nossos Deuses.

A adoração e a Ritualística aos Deuses Peninsulares pode ser inserida na Arte Antiga, hoje comummente chamada Tradicionalista e claro, muito anterior à Wicca de Gardner e de outros precursores. Aliás, é sabido que G. Gardner (nos anos 50) transforma a Feitiçaria, numa nova Religião e baptizou-a de Wicca, criando modelo ritual, servindo de padrão a todos os Coventículos e solitários.

A nossa Tradição tem a ancestralidade reconhecida em vasto Panteão autóctone como confirmam os variadíssimos vestígios históricos, que cada vez mais surgirão à luz dos homens.

Não é fácil o acesso aos Coventículos ou Conciliábulos (expressão portuguesa usada pelas nossas bruxas, em vez de Coven) actualmente únicos redutos detentores destes velhos segredos e cultos continuam livres de conceitos dogmáticos religiosos. Os Coventículos mantêm-se fechados, sem dúvida, mantendo a sua descrição. Só de vez enquando os Coventículos realizam cerimónias abertas (por convite) a pessoas que possuem algum conhecimento.

Contudo, toda a Tradição Ibérica procura neste momento seguir os caminhos do neo-paganismo e a abertura começa a ser uma realidade. ... preciso ter em conta que a Antiga Religião existe há mais de 22 mil anos, embora como não se pretende expandir-se como a Igreja católica -- ou como qualquer seita dogmática -- que só tem 2 mil anos de existência. O medo que uma Tradição de muitos séculos se dissolva em conceitos modernistas é descabido. O princípio geral e unânime e aceito na Bruxaria Lusitana, Tradição Ibérica, é a seguinte:

Não convertemos ninguém, por isso, de certeza que nenhum de vós encontrará ninguém a convidá-lo para se juntar a um Coventículo, sem que primeiro dar provas do seu caminho espiritual. Mantêm o sistema de comunicação muito próprio entre si, conhecem quem é quem na Tradição, mesmo que a distância nos separe não estamos separados, sabemos logo à partida quem são os impostores e também aqueles que têm valor.

Contudo, membros de Coventículos não se afastam de conviver com outros e de movimentar-se no meio pagão, adorando as Divindades em cada Festival pagão, com o devido respeito e com a crença de que cada Divindade tem um papel importante na vida dos homens e no meio.

O Panteão Lusitano Ibérico é profusamente rico e tribal. Os nossos Deuses existem nas antigas regiões da Bética, da Lusitânia e da Calaecia, e entre várias Divindades, cultua-se: Endovélico o Deus Curador e do mundo subterr'neo, Atégina A Deusa Mãe, Trebaruna A Guerreira e Protectora, Bônconcios O Guerreiro, Tongoenabiagus O Fertilizador, Tanira A deusa das Artes, Nabica A Ninfa das Florestas, Aernus O senhor dos ventos do Norte e Brigantés a Deusa guerreira.

Sobre Brigantés Esta divindade é resultante da influência dos povos do norte da Europa nas terras da Ibéria A qual não têm nada a ver com Briga ou Brigit dos celtas. Nós, feiticeiros Ibéricos seguimos os actuais calendários usados na Wicca, embora haja calendários vivos que a própria Tradição nos ditou através dos tempos. Na Nossa Tradição há Celebrações anuais básicas, O nascimento, O crescimento, O Apogeu e O Rito aos Idos aonde visitamos o Rio do Esquecimento, para cultuar os nossos antepassados idos.

A tradicional estátua do Guerreiro Lusitano, erecto com um escudo (redondela defensiva) adiante, que se aprende na Historiografia oficial, como sendo convencional soldado da Lusitânia, ou até mesmo Viriato, na realidade é a configuração simbólica do Deus Solar Endovélico, cuja redondela tão só designa o círculo do Sol.

Os Lusitanos prestavam o culto a Bel, divindade semelhante ao Melkitsedek bíblico. Em formosas antas e antelas junto a lagos ou a rios em bosques sagrados por eles, invocavam os Deuses ctónicos da Natureza oferecendo pão e vinho a Bel, consagrado Espírito Universal e mel e flores a Belas, consagrada Alma Universal, durante os períodos de Plenilúnio.

Usualmente, na Tradição Ibérica o culto é dirigido, tal como na Wicca, à Deusa e ao Deus mas, também, cada Divindade pode ser adorada individualmente.

Cada Divindade ibérica (Lusitana) tem os seus atributos e é de grande importância no uso de objectos adequados e os cultos em locais apropriados, salvaguardando a situação urbana do nosso século, pode-se adorar, por exemplo, Tongoenabiagus em casa. Quando se trata de Divindade de cura e das nascentes, se for no interior, representa-se simbolicamente com o elemento Água. Abrir o Círculo para Atégina, ou para a Deusa Trebaruna, entra-se em conexão com a Deusa, honrando os nossos Deuses é prestar a melhor homenagem e entrar nos seus Mistérios. Por exemplo, Endovélico é o Deus protector de Portugal, representado mais tarde pela figura do Arcanjo Miguel. Estes são os mistérios do Portugal simbólico...

Lembrar sempre aos iniciados quase sempre têm dupla família iniciática: a família da Baixa Iniciação, própria do ramo da e a família da Alta Iniciação, como escola de Mistérios.

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Histórias da Bruxaria

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O Culto da Bruxaria e outras Tradições de Mistérios floresceram até o século IV, quando os primeiros cristãos saquearam e destruíram templos pagãos e proibiram a prática de ritos. Em 324, o imperador Constantino decretou que o cristianismo passaria a ser a religião oficial do Império Romano. Templos pagãos foram destruídos ou convertidos em igreja cristãs. Gradativamente, com o passar dos anos, os costumes pagãos foram absorvidos pelo cristianismo, e a Antiga Religião passou a ser desertada pela população, passando a existir apenas nas sombras. Somente pequenos grupos de pessoas se reuniam nos antigos locais para celebrar os ritos sazonais, pois a maioria temia os fanáticos cristãos, apesar de os habitantes de vilas e cidades ainda consultarem a bruxa local buscando curas e auxílio mágico.

No Sul da Europa, certas regiões ainda se atinham fortemente à Antiga Religião. A Toscana, no norte da Itália, era provavelmente o maior centro de paganismo, seguida de perto pela região do Benevento no centro baixo da Itália. Com o tempo, entretanto, até mesmo esses focos de resistência sucumbiram ante o poder da Igreja cristã. Em 662, um sacerdote cristão chamado Barbatus tentou, em vão, convertê-lo. O imperador Constans II levantou cerco a Benevento, ameaçando aniquilar sua população. Barbatus recebeu a promessa do imperador de que a cidade seria poupada se seus habitantes renunciassem ao paganismo. Romualdus concordou com essas condições. Em 663 Constans levantou seu cerco e Barbutus foi escolhido bispo de Benevento. Os locais de culto pagão foram destruídos e o cristianismo substituiu oficialmente o paganismo.

No norte e no oeste da Europa, a Antiga Religião sofreu intensa perseguição. Os antigos deuses pagãos locais ainda eram cultuados em pequenas aldeias, e muitos povoados possuíam uma sábia ou um sábio entendido em ervas e encantamentos. A igreja atacou violentamente esses indivíduos, rotulando-os de agentes de Satã e utilizando os versos bíblicos contra eles, o que resultou em sentenças de morte por prática de bruxaria
.

Tudo
o que sobreviveu das crenças, cultos e práticas pagãs foi julgado demoníaco e eliminado pela teologia e pela lei cristã. O Sínodo de Roma em 743 baniu quaisquer oferendas ou sacrifícios a deuses ou espíritos pagãos. O Sínodo de Paris, em 829, emitiu um decreto advogando a execução de bruxas, feiticeiras, etc., citando as passagens bíblicas do Levítico 20:6 e do Êxodo 22:18. o mais antigo julgamento resultando em pena de morte ocorreu em 102 em Orleans, França, Execuções de bruxas ocorreram desde 1100, mas a prática não era aceita até 1300. A primeira execução na Irlanda foi a da Dama Alice Kyteler, em 1324. o primeiro julgamento público , na França, aparentemente ocorreu em 1335, envolvendo uma certa Anne-Marie de Georgel.

Um dos mais antigos exemplos de legislação secular contra a bruxaria foi instigado no século XII por Rogério II, rei normando das Duas Sicílias. Ele afirmou que o preparo de poções do amor, funcionando ou não, era crime. Em 1181, o Doge Orlo Malipieri de Veneza também editou leis punindo poções e magia. Apesar de a bruxaria
ser um crime punível oficialmente por todo o século XIII, a febre das bruxas do norte da Europa não atingiu o sul da Europa até uniformizar o início do século XV.

Bulas papais, como a editada por Inocente VII em 1484, transformaram a perseguição às bruxas numa epidemia descontrolada. Nos primeiro ano após sua publicação, 41 pessoas forma queimadas em Como, Itália, após as diligentes investigações dos Inquisidores Dominicanos. Em 1510, 140 bruxos foram queimados em Brescia e 300 mais em Como três anos depois. Em Valcanonia, 70 pessoas foram queimadas e o Inquisidor declarou ter outras 5.000 sob suspeita. A Alemenha assistiu a mais de 6.000 execuções e os números totais da Europa Setentrional são estimados em 50.000 durante o período da Perseguição, França e Inglaterra efetuaram menos de 2.000 execuções, enquanto a Europa Oriental totalizou aproximadamente 17.000.

Em 1951, o Parlamento da Inglaterra revogou as últimas leis contra a bruxaria. Pouco tempo depois, surgiu na Grã-Bretanha uma renovação do Culto. Em 1954 e 1959, Gerald Gardner publicou seus livros, Witchcraft Today e The Meaning of Witchcraft (Macmillan, 1922), que revelaram muito acerca da real natureza do Culto. O próprio Gardner eras um bruxo inglês, e muito fez para mudar a imagem dos bruxos influenciada pelo cristianismo. Por mais estranho que pareça, os ritos revelados por Gardner contêm muitos aspectos da bruxaria
italiana. O nome italiano Aradia surge no Sistema inglês, junto ao texto originalmente em italiano chamado The Charge of The Goddess.

Dois homens cujas pesquisas exerceram grande influência sobre Gerald Gardner foram Charles Leland e James Frazer. Leland estudou e pesquisou a bruxaria
italiana no final do século XIX e Frazer foi notabilizado por sua pesquisa acerca da relação entre magia e religião. Ambos eram autores com obras publicadas; Leland escreveu Aradia – Gospel of the Witches, além de Etruscan Magic & Occult Remedies (University Books, edição de 1963), e Frazer escreveu The Golden Bough (Macmillan, 1922), que foi, por muitos anos, um clássico na área.

Muitos dos elementos da Wicca, como relatados por Gerald Gardner, podem ser encontrados nos primeiros trabalhos de Leland e Frazer. A conhecida Sagração à Deusa, por exemplo, origina-se claramente do texto italiano encontrado em Aradia – Gospel of the Witches, de Leland, escrito quase meio século antes da versão Gardneriana. A prática cerimonial de bruxos realizarem encontros ao natural, o culto a uma Deusa e um Deus, e a prática da magia também são anteriores aos escritos de Gardner e são mencionados em Aradia – Gospel of the Witches (publicado em 1890). Tratei extensivamente desse tema em meu livro Ways of the Strega (Llewellyn, 1995), apresentando abundante documentação histórica corroborando essa idéia.

Durante os anos 1950 e 1960, a Wicca cresceu e se desenvolveu em partes da Europa, nos Estados Unidos e na Austrália. Surgiram muitas revistas Wiccanas e neopagãs, criando uma rede para a comunidade pagã. Dois dos mais bem-sucedidos periódicos eram Green Egg e Circle Network News, os quais ainda hoje são publicações importantes. Outras, como The Crystal Well, Harvest e The Shadow’s Edge forma periódicos importantes em sua época. A Wiccan Pagan Press Alliance (WPPA) serve atualmente como sistema de rede e apoio para escritores e revistas na comunidade pagã.

Durante o final da década de 1960, a Wicca oferecia uma espiritualidade alternativa a uma nova geração, e muitos dos que se envolveram com o movimento hippie desaguaram na Wicca. A Wicca era menos severa e dogmática do que os sistemas judaico-cristãos ainda dominantes nos anos 60. Isso oferecia grandes atrativos a uma geração que já vinha questionando a sociedade e as instituições que a apoiavam.

A Wicca também atraiu aqueles que haviam sofrido emocionalmente com o establishment e a Igreja, em razão de estilos de vida alternativos ou pontos de vista não-convencionais. Após o movimento hippie, que ensinara amor e individualidade, surgiu o movimento da Nova Era. Esse movimento introduziu o uso de cristais, freqüências de ondas mentais, alienígenas e tudo
o mais que surgisse. Talvez mais do que qualquer outra, a mensagem enfocada pela Nova Era enfatizava o Self, a Individualidade. Não eram os mesmos ensinamentos acerca da individualidade dos anos 60; era muito mais abrangente e difuso.

A década de 1980 talvez tenha assistido às mais significativas mudanças até agora. A filosofia da Nova Era germinou na Wicca e encontrou solo fértil na mente aberta de seus praticantes. Em pouquíssimo tempo, muitas crenças Wiccanas foram modificadas e alteradas para acomodar uma nova geração. Essa década assistiu também a uma abundante produção de livros sobre a Wicca e outros assuntos correlatos. Novas tradições surgiam lá e cá, todas com uma idéia diferente ou um novo enfoque. Essa década desviou o foco das antigas tradições Wiccanas em favor de sistemas ecléticos.

Agora, na década de 1990, temos visto a crescente popularização dos boletins computadorizados tais quais os fornecidos por servidores como Compuserve e Americana OnLine (AOL). Esses serviços oferecem um fórum para que os Wiccanos e neopagãos possam discutir uma variedade de tópicos e formular e responder perguntas. Alguns assinantes formaram Cyber Covens, celebrando rituais on-line através do modem dos computadores. Pessoalmente, tenho minhas reservas quanto ao assunto, mas é interessante observar essa evolução moderna da Wicca.

Por causa de algumas das modificações dentro da Wicca moderna, muitos dos antigos praticantes passaram a utilizar o termo Witch (Bruxo) em vez de Wiccanos para descrever a si mesmos. Esse fenômeno passa a ser especialmente curioso quando se considera que há não muito tempo muitas dessas mesmas pessoas preferiam utilizar o termo Wiccano em razão da incompreensão do público quanto ao verdadeiro significado do que seja um Bruxo. O uso atual desse termo aparentemente indica um desejo de ser identificado como praticante de um sistema de crenças mais antigo e tradicional. Atualmente, a Wicca é formada em grande parte por tradições autogeradas fortemente fundamentadas em material eclético. Quando alguém se intitula Wiccano hoje, pode ser que se identifique com um sem-número de crenças ou práticas que um outro Wiccano não necessariamente aceitaria.

Quando descrevo a Wicca atual como uma religião da Nova Era, se comparada à Wicca de algumas décadas atrás, acodem-me algumas impressões. A Wicca é como uma árvore, e quer me parecer que as Antigas Tradições Wiccanas são as raízes. As novas Tradições Wiccanas são como as flores que se renovam na primavera, e talvez essa Nova Era seja mais uma primavera. A fragrância das flores difere da fragrância da madeira da velha árvore na qual elas crescem. Talvez a fragrância das flores seja a emanação do espírito da árvore, a essência do que a árvore produz.

Para que uma árvore floresça e continue a produzir flores e sementes, ela necessita de um sistema seguro de raízes para nutrir os novos brotos. É muito fácil nos deliciarmos com as flores enquanto esquecemos da planta como um todo. As raízes de uma planta a sustentam em condições adversas. Em muitos casos, a planta pode aparentemente desaparecer, mas a raiz sob o solo restabelecerá a planta novamente em condições ideais. Temo que, atualmente, o objetivo principal da comunidade Wiccana seja o de produzir belas flores, e que o conhecimento da árvore como um todo esteja se perdendo.

Se pudermos unir equilibradamente as novas e as velhas tradições, asseguremos que a sabedoria e o conhecimento de nossos ancestrais sobreviverão com o que nós, por nossa vez, temos a transmitir a nossos próprios descendentes. Nós somos os antigos Wiccanos de amanhã, e espero que nossa coragem e dedicação a essa antiga religião nos traga o mesmo respeito perante nossos descendentes, do mesmo modo que nós honramos os valorosos homens e mulheres que sobreviveram à Inquisição.

O que os antigos Wiccanos preservaram com suas vidas? Uma coleção de encantos e rituais? Seria apenas um confortável conjunto de crenças pré-cristãs que eles preferiam? Não – o que eles protegiam era, isso sim, uma mentalidade e uma espiritualidade. Os instrumentos e as chaves para o entendimento, através do qual os mistérios podiam ser acessados, eram mais importantes do que suas próprias vidas. Eles estavam protegendo as raízes da árvore.

Um de meus professores certas vez me disse que, se não temos nada pelo que valha a pena morrer, então não temos nada pelo que valha a pena viver. Será que arriscaríamos nossas vidas atualmente para proteger nossos Livros das Sombras se condições como as da Inquisição ainda existissem? Será que realmente compreendemos o que era tão precioso aos nossos ancestrais Wiccanos? Há uma velha história sobre um grupo de bruxos que caminhou mar adentro rumo à morte para não ser apanhado pela Inquisição. À medida que avançavam na água, eles entoavam os nomes sagrados da Deusa, até que a última de suas vozes foi silenciada sob as ondas. Esses eram bruxos que compreendiam os mistérios.

A Wicca é como uma árvore com ramos abertos, fornecendo abrigo e alimento a todos os que em sua sombra buscam refúgio. A primavera restaura o crescimento que surge sob os galhos, e da velha madeira da árvore surge então seu fruto. Ocultas sob isso tudo
estão as raízes que suportam a árvore, mantendo-a de pé. Se essas raízes são bem alimentadas, a árvore floresce. Se as raízes não recebem coisa alguma, conseqüentemente a árvore fenecerá e tombará com o passar do tempo. As raízes da árvore que hoje chamamos Wicca necessitam de nossa atenção. Vamos nos deter e cuidar de nosso antigo jardim.
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História da Bruxas

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O significado da Bruxaria: um profundo amor ao próximo, pois, segundo as bruxas, todos fazemos parte de uma mesma energia. "Não permitirás que uma bruxa viva" diz o Êxodos (XXII, 18). Esta e outras admoestações bíblicas definiram as bruxas e prescreveram o seu destino. Uma bruxa ou feiticeiro é alguém em ligação com Satanás, o Mal em pessoa, o espírito que se rebelou contra Deus.
Hoje é retratada como uma velha num vestido preto, com um chapéu pontiagudo e montando uma vassoura à Lua Cheia. As crianças vestem-se assim no Carnaval ou no Halloween. Hollywood, por outro lado, conjurou imagens de mulheres bonitas com poderes paranormais ocultos e um instinto psicótico. "Pagãos" ou religiões anti-cristãs da Nova Era, são muitas vezes identificadas com bruxas e feiticeiros porque alguns cristãos pensam que praticam bruxarias ou porque algumas dessas religiões afirmam praticar mágicas ou "o trabalho". Alguns dos membros destes grupos referem-se a si mesmos como bruxas e warlocks (bruxas machos). Alguns auto-intitulam-se feiticeiros e adoradores de Satanás.
Muitos dos bruxos e feiticeiros da Nova Era não adoram Satanás, e são associados com o oculto ou com tentativas de restabelecer religiões naturais que os seus membros associam a religiões antigas pagãs, como a céltica. Uma das mais espalhadas é a Wicca. As bruxas da mitologia cristã eram conhecidas por terem sexo com Satanás e usar os seus poderes para fazer o mal
Os poderes dos inquisidores eram tão grandes, as suas torturas tão variadas e sádicas, que as vitimas acreditavam que estavam realmente possessas.
As crueldades duraram séculos. A caça às bruxas só foi abolida em Inglaterra em 1682. A caça nos EUA teve o seu pico em 1692, em Salem, Massachusetts, onde dezenove bruxas foram enforcadas. A ultima execução judicial teve lugar na Polônia 1793. A ultima tentativa de execução teve lugar na Irlanda em 1900 quando dois camponeses tentaram queimar uma bruxa na sua lareira.
Ninguém sabe quantas bruxas, heréticos ou feiticeiros foram torturados ou queimados pela Inquisição, mas o medo que criou afetou toda a Cristandade. Ser acusado de ser uma bruxa era igual a ser condenado. Negá-lo era provar a sua culpa: claro que uma bruxa dirá que não o é, e que não acredita em bruxarias. Lancem-na ao rio! Se afogar então não é uma bruxa; se nadar, então saberemos que é bruxa e que o Diabo a ajuda. Tirem-na da água e queimem-na, pois a Igreja não gosta de verter sangue!

WICCA

Wicca , é um sinônimo para Bruxaria Moderna. Ou seja, Wicca é uma religião suave e voltada à harmonia com a Natureza, dedicada à Deusa e ao Deus. Seus praticantes são chamados de wiccans, ou bruxas. Pagão também é utilizado.

"FAZ O QUE QUISERES DESDE QUE NÃO FAÇAS MAL"
"TUDO QUE SE FAZ RETORNA EM TRIPLO"

Atualmente, ser uma bruxa continua sendo sinônimo de ser uma pessoa adoradora de Satã, de uma pessoa primitiva, perturbada e louca. E isso foge da realidade. Uma bruxa, é uma pessoa em sintonia com a Natureza, que entende de ervas, plantas, que gosta dos animais, que procura não prejudicar as pessoas nem a si mesma. Hoje em dia, as pessoas procuram na bruxaria uma forma de se sentirem poderosas, temidas. Esse mito foi criado na época de Inquisição, e é estranho como a maioria das pessoas continuam a acreditar que bruxas matam crianças, que tem relações com o diabo, entre outras baboseiras do gênero...

Segundo as bruxas, estes são os critérios para diferenciar bruxaria de satanismo:

» As bruxas usam o pentáculo com a ponta pra cima. Os satanistas invertem-no com a ponta pra baixo, tal como invertem o crucifixo.

» As bruxas nunca usam um crucifixo para qualquer fim, seja na posição correta ou invertido.

» Nunca usamos o número 666.

» Não sacrificamos animais para qualquer fim.

» Jamais fazemos às avessas nada que esteja ligado a fé cristã. Especificamente, não dizemos o Pai-Nosso de trás pra frente.

» Não celebramos Missas negras ou qualquer outra cor de missa.

» Não usamos artefatos cristão e, portanto, não precisamos arrombar igrejas cristãs para roubá-los.

» Não usamos crianças em nossos rituais. Quando nossos filhos participam em cerimônias da Arte, fazem-no nos mesmos termos dos adultos.

» Não causamos dano físico a quem quer que seja, nem projetamos danos em outros.

» Não recrutamos ou fazemos proselitismo (para quem não sabe, é o termo utilizado quando uma pessoa abraça uma religião diferente da sua). Portanto, não convencemos ninguém a mudar de religião e tornar-se pagão).


No caldeirão, a sacerdotisa prepara poção mágica com ervas

A bruxaria tradicional e natural é baseada na mitologia celta (povo que vivia em 700 a.C. onde hoje é a Escócia, Irlanda e norte da Inglaterra) mas utiliza elementos de várias civilizações primitivas e muitas vezes recorre às teorias do psiquiatra Carl Jung, que utilizou a mitologia para explicar a psique humana.

Uma das maiores habilidades da bruxa é saber direcionar a energia inesgotável da natureza a seu favor —como indica a origem da palavra wicca, do inglês arcaico wicce, que significa girar, dobrar, moldar. Os feitiços não utilizam sangue ou animais, mas símbolos mágicos e invocações aos deuses da natureza. Com esse caráter libertário, a bruxaria seduziu as feministas americanas nos anos 70.

Foram elas que deram o maior impulso ao movimento depois de a religião ter sido resgatada da clandestinidade pelo bruxo inglês Gerald Gardner, que ousou publicar um livro em 1949, dois anos antes de cair a última lei contra a bruxaria na Inglaterra. No Brasil, as bruxas —identificadas pelos seus colares e amuletos com uma estrela de cinco pontas— estão sobretudo no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Elas se reúnem nos chamados covens, grupos organizados que ensinam e praticam a Arte, um dos muitos nomes da bruxaria, também chamada de Antiga Religião ou Religião da Deusa.

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