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Demonologia Goetica

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Goetia é um assunto interessante e uma prática que divide muita gente. Tem gente que adora e tem gente que detesta. Particularmente não pratico Goetia e não estou interessado em fazê-lo, o que pode distorcer um pouco minha opinião a respeito. Mas estudar os seres da Goetia é algo que me preocupo, uma vez que alguns desses seres parecem se manifestar na Umbanda e Quimbanda.

A Goetia é uma prática mágica medieval. O nome Goetia é provavelmente um nome bárbaro, e não tem significado aparente. O som Goetia (pronuncia-se goétia) refere-se aos gritos que são pronunciados durante os rituais. Segundo Kenneth Grant, Goetia significaria "sussurro", o que a ligaria à Árvore da Morte. Embora goste de Grant, não concordo com a tese desses seres estarem na Árvore da Morte.

Antes, precisamos definir 2 termos, que são essenciais para entender essa prática. Existem duas formas de se ter contato com um "ser" ou "entidade". A primeira é a Invocação, onde chamamos o ser para dentro de nós. A segunda é a Evocação, onde colocamos o ser fora de nós, possivelmente materializando-o. É pela evocação que existe o contato "clássico" com o ser, embora exista gente tenha conseguido a invocação com sucesso.

Os seres derivam do nome de Deus que tem 72 letras, o SHEMHAMPHORASH. Como vivemos em um mundo de dualidade, ele se desdobra em um feixe de luz e sombras, gerando 72 anjos e 72 demônios. Na verdade, segundo a teoria, esses 72 seres seriam um só, divididos em 2, conforme as leis do hermetismo. Isso gera reflexões interessante, uma vez que muitos afirmam que temos um oposto em algum local no universo, a esse exemplo.

SHEMHAMPHORASH é essencialmente um nome que se manifesta em LVX, ou na Árvore da Vida. Em NOX, ou Árvore da Morte, existiriam 72 outros seres, divididos sucessimente em 2 polaridades. E seguindo essa teoria, esses 72 (divididos em 2) de NOX se relacionam com os 72 (divididos igualmente em 2) de LVX. A polaridade da polaridade.

O ritual goético é muito complexo, cheio de parafernálias discutíveis e até inúteis. Está baseado em antigos grimórios medievais, as Claviculas Salomonis, textos como o Arbatel da Magia e outros livros obscuros, hoje todos facilmente encontráveis na Net, todos em PDF. O principal é conhecido como Liber Sameck, que envio em outro mail.

A Goetia é uma prática mágica que se dedica exclusivamente a evocação dos 72 demônios de LVX. Os seres de NOX são pouco conhecidos hoje e não foram todos catalogados, ainda hoje. Os 72 seres se dividem em uma hierarquia infernal complexa. São divididos em Reis, Príncipes, Duques, Marqueses e coisas do gênero.

Os seres são: Bael, Agares, Vassago, Samigina, Marbas, Valefor, Amon, Barbatos, Paimon, Buer, Gusion, Sitri, Beleth, Leraje, Eligos, Zepar, Botis, Bathin, Sallos, Purson, Marax, Ipos, Aim, Naberius, Glasya- Labolas, Buné, Ronové, Berith, Astaroth, Forneus, Foras, Asmoday, Gaap, Furfur, Marchosias, Stolas, Phenex, Halphas, Malphas, Raum, Focalor, Vepar, Sabnock, Shax, Viné, Bifrons, Uvall, Haagenti, Crocell, Furcas, Balam, Alloces, Camio, Murmur, Orobas, Gremory, Osé, Amy, Oriax, Vapula, Zagan, Volac, Andras, Haures, Andrealphus, Cimejes, Amdusias, Belial, Decarabia, Seere, Dantalion, Andromalius.

Vários deles tem diferentes pronuncias ou nomes, como Asmoday, conhecido em português como Asmodeus. Normalmente, se estudarmos melhor esses seres vamos perceber algumas coisas interessantes. Astaroth é uma derivação da deusa Ishtar e portanto de Innana, Afrodite, Vênus e etc. No esquema infernal, principalmente no proposto por Milton, faltam os dois principais, Bels-Zebub (é assim que se escreve ?) e Satan. Segundo Eliphaz Levi, tentar evocar um dos dois é procurar a loucura.

Normalmente, podemos dizer que muitos desses demônios são antigos deuses de povos conquistados, ou inimigos dos judeus. Esse é um fenômeno interessante, o da demonização. Para entender melhor esse fato, precisaríamos estudar o método de criação de deuses e egregoras. É possível que muitos deles sejam egregores, deuses criados com sacrifícios humanos, sacrifício de sangue e etc. Como pode ser que sejam pessoas como nós, que já andaram sobre a terra. Algo como os Orixás, Voudouns, ou os espíritos de Umbanda, Vodú, Palo Majombe e outros cultos.

Aliás, é uma das insistências de parte do pessoal que pratica Goetia. Os demônios ali registrados não seriam demônios, mas deuses e até seriam benéficos. O olhar a esses seres seria com preconceito. Isso é positivo.
Mas muitos apenas entram em contato por simplesmente seres demônios, entidades malignas e etc. Mandar maldições e coisas do gênero. Cada um comanda algo, vejamos Furcas: "ensina as artes da filosofia, astrologia, retórica, logica, claromancia e piromancia, em todas suas partes e perfeitamente". Para o praticante de Goetia, esse ser deveria ser evocado, para o aprendizado dessas artes. Assim, o magista escolhe um, para o contato devido a afinidade que tem com ele e o que possa obter com esse ser. Normalmente não é o que ocorre. Insistem alguns, que esses seres escolhem o praticante.

Cada um tem um forma demoníaca diferente, alguns de monstros, seres fálicos e etc. E cada um tem um selo, uma marca que o identifica e que é utilizada para chamá-lo. E isso é uma das coisas mais interessantes, um símbolo que identifica um espírito. A outra coisa interessante é que cada um comanda legiões de espíritos. É aí que a coisa realmente pega.

Já dizia meu pai, que é Pai de Santo de Umbanda, que o Exu Tranca Rua das Almas é Bels-Zebub, o Exu Caveira, Astaroth e mais uma série de relacionamentos que não me lembro ao certo. Isso, os próprios Exus teriam dito, uma vez que ele pode vê-los frente a frente, pois é médium. Dizem que muitos dos selos dos demônios da Goetia são quase que semelhantes a pontos riscados de Exus (Lei de Pemba). Assim, esses seres encontraram outras formas de manifestação.

Outro fato: demônios da Goetia comandam legiões. Paimon, por exemplo é um Rei que comanda 200 legiões e por isso, nesse sentido, seria o mais poderoso de todos os seres (digo novamente: nesse sentido). Os Exus comandam falanges. O Exu do Lodo, por exemplo, comandaria um sem número de espíritos que se identificam todos como Exu do Lodo. Aliás, os Exus se dizem tenentes, capitães e etc. Uma evidencia de hierarquia. Assim, para designar o Exu do Lodo, devemos portanto, considerar a totalidade desses espíritos.

Prossigamos com a viageira. Um demônio da Goetia tem uma contraparte. Assim, um Exu teria uma contraparte ? Um Exu e um Caboclo, ou um Exu e um Preto-Velho podem ser o mesmo ser ? Isso é difícil de se saber e qualquer dia desses faço essa pergunta para eles.

Assim, se um Exu for um demônio da Goetia, e se um demônio da Goetia for um anjo (segundo o velho conceito do que seja um anjo), um Exu é um anjo e um caboclo, um preto-velho, uma criança, um boiadeiro, um marinheiro também são... E um Exu, ou um preto-velho, ou uma criança e seres do gênero, podem ser o famoso Sagrado Anjo Guardião de alguém. Ou seja, o Ori de alguém pode ser o SAG. E a conversação com o Sagrado Anjo Guardião é o objeto de todo o Mago Ocidental.

Sabemos que esses seres passam o verdadeiro nome da pessoa, conforme o Gwydyon colocou em outra lista. E é isso que o SAG faz com o
magista que o contata. E isso pode ser a maior lição de humildade que alguém que pratica a magia ocidental e pretende que os cultos afros sejam coisas inferiores: seu SAG pode ser um Caboclo, um Erê e etc. Assim, Abramelin, Goetia e outras coisas seriam hoje, técnicas "complexas" e "obsoletas" para se contatar o anjo. Bastaria uma vela e um copo d 'água ?

Em tese, a prática da Goetia é o caminho entrada para o contato com o Anjo. A pessoa "pratica" evocando demônios, até estar habilitada a evocar o próprio anjo. É uma prática complexa e cheia de problemas e etc. Muitos evocam os demônios com círculo mágico, espada, cálice, sigilos, evocações em línguas bárbaras e etc. Outros simplesmente olham para o selo, enquanto elevam a Kundalini. Outros tentar usar a técnica do Spare, untando o selo, ou sigilo com esperma ou sangue menstrual.
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Goétia

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Goetia ou Ars Goetia refere-se a uma prática que inclui a invocação e evocação de demônios. Baseia-se na lenda judaico-cristã na qual o rei de Israel, Salomão fora agraciado pelos anjos com um sistema que lhe dava poder e controle sobre os principais demônios da Terra e consequentemente a todos os espíritos menores governados por eles. Desta forma, o rei Salomão, e posteriormente seus discipulos, teria toda espécie de poderes sobrenaturais, como invisibilidade, sabedoria sobre-humana e visões do passado e futuro.
A Arte Goética, (Latin, provavelmente: "A Arte de Uivar"), geralmente chamado simplesmente de Goetia, é a ensinada na primeira parte das Clavículas de Salomão, um grimório do Século XVII. Este primeiro capítulo é conhecido como "Lemegeton Clavicula Salomonis" ou "A Chave Menor de Salomão" e nele são descritos todos os 72 Espíritos Infernais assim como todo o sistema que supostamente havia sido usado pelo rei Salomão.

Existe muita mitificação sobre o sistema Goétia. Muitas pessoas falam sem autoridade alguma, e muitas autoridades no assunto preferem se manter caladas. Sem grandes mistérios, basicamente trata-se de um sistema de invocação multi-propósito.
O presente livro foi dividido em três partes, a saber:
A descrição dos 72 Espíritos e seus respectivos selos, uma descrição dos principais materiais usados na invocação e por fim as conjurações a serem usadas para chamar-se o espírito. Para maior entendimento do sistema, daremos aqui um breve resumo de seu funcionamento.
A primeira coisa a se fazer é escolher com qual espírito irá se trabalhar. Este momento é de suma importância e dele dependerá o sucesso ou não da invocação – uma forte motivação e um grande envolvimento emocional são de grande ajuda neste momento. Para uma escolha sensata, o melhor a se fazer é ler a descrição de cada um dos 72 espíritos para encontrar o que melhor se encaixa (em personalidade e poder) com suas necessidades.
O sistema de invocação em si não guarda grandes segredos.
Seus elementos poderiam ser reduzidos a um mínimo composto por:


Baqueta – Ferramenta da vontade manifesta do magista

Circulo – Onde ficará o adepto protegido de qualquer influência externa.

Triângulo – É o local destinado a manifestação do espírito invocado, que lá estará contido e sob as ordens do mago.

Selo do Espírito – Cada um dos 72 espíritos possui seu próprio selo, que será disposto no triângulo para a conjuração.

Hexagrama e Pentagrama – Usados na proteção do mago.

A segunda parte do livro contém descrições mais detalhadas sobre cada uma estas ferramentas, bem como a de acessórios opcionais que em sua maioria trarão maior eficiência ao rito.
Inicia-se então os preparativos para a evocação. Certifique-se de que não será interrompido, tire o telefone do gancho, desligue a campainha. Comece colocando o Selo do espírito no triângulo e entrando no círculo.
O próximo passo é a realização de um ritual de banimento (como o Ritual menor do pentagrama que é dado como anexo neste livro) seguido da Conjuração Preliminar do Não Nascido.
Chega-se a hora das Conjurações, começando pela Conjuração Preliminar do Não-Nascido. O uso das invocações tais como seguem na terceira parte do livro é geralmente usada simplesmente pela força que causa na psique do mago e pelo seu sucesso já provado em diversas ocasiões. No entanto, mais importante do que seguir um roteiro é envolver-se mental e emocionalmente com o texto. Algumas pessoas gostam de reescrever as conjurações de modo a torná-las mais pessoais.
As Conjurações devem ser feitas até que se sinta a presença do espírito invocado, isto pode ser notado por uma sensação visual do quarto encher-se de neblina, queda súbita de temperatura, sensação de formigamento no corpo, simples premonição, etc...
Com a chegada do espírito às ordens podem ser então dadas à eles. Se for de seu desejo ver o espírito, na maioria das vezes terá que ordenar que ele apareça. Quando digo “ver” quero dizer as diversas formas de manifestação sensória de um espírito: ele pode realmente se tornar visível, pode tremular em uma imagem, surgir e desaparecer como um vulto na área do triangulo, pode manifestar-se psiquicamente, aparecendo com detalhes na “tela mental”, entre outros...
Os comandos para o espírito conjurado devem ser obrigatoriamente expressos nas próprias palavras do adepto. As ordens ao espírito deveriam ser claras, e talvez algumas restrições deveriam ser impostas, como não ferir amigos e familiares, e quem sabe um prazo para que seus pedidos sejam compridos.
Existem duas formas basicamente de se barganhar com um espírito de Goétia. Pedindo, ameaçando-o ou recompensando-o. Na maioria das vezes o espírito pode aceitar ou negar um pedido seu e não exigir nada em troca. Alguns deles no entanto parecem ter uma certa tendência para a negociação.
Se for necessário ameaçasse um espírito dizendo que seu selo será destruído. Recompensa-os com a criação de uma nova cópia do sigilo (seja ela um trabalho artístico, um grafite ou o que quer que seja.), embora em casos mais complicados sacrifícios mais ousados sejam pedidos. Será comum você “ouvir” o espírito lhe oferecer mais do que você realmente pediu tentando persuadi-lo a desejar outras coisas. Permaneça firme em sua vontade inicial ou acabará fechando contratos dos quais vai se arrepender depois. Na negociação não é necessário ser estúpido como os magos medievais, muitos dos espíritos são razoáveis e
amigáveis, seja flexível, mas mantenha-se sempre no controle.
Feito isso pode se dar a licença para o espírito partir. Use a versão fornecida pelo livro ou reescreva-a em uma forma mais pessoal. A licença deverá ser declarada até não se
sentir mais a presença do espírito.
Finalmente execute novamente o ritual de banimento. Recolha todos os acessórios e o selo que agora está “ativado”, deverá ser guardado em um lugar seguro, longe de mãos e olhos profanos.
Agora simplesmente aguarde o espírito cumprir sua missão. Durante este período esteja pronto para manifestações como o aparecimento dos espíritos em
sonhos, a visão de vultos, ouvir o seu próprio nome falado alto em uma hora perdida do dia, sensações de arrepio e formigamento e inclusive a sensação do toque além de casos raros de poltergaist.
O sucesso é uma pratica freqüente neste sistema, mas em caso de falha temos duas alternativas. Podemos simplesmente esquecer o ocorrido e continuar nossas vidas, ou podemos dar um ultimato ao espírito. Para isso conjure o espírito mais uma vez e ordene que complete sua missão em um numero certo de dias sob a pena de ter seu selo torturado e/ou destruído. Na maioria das vezes isso bastará para fazer-lo cumprir seu dever.

Esta é a base da prática Goetica. O sistema se revelará especialmente eficiente para aqueles que buscam poder, hedonismo e prazeres materiais. Na verdade as conseqüências podem ser similares a que se tem com o jogo ou com certas drogas no tocante de que tenderá cada vez com mais freqüências buscar poder e prazer com os espíritos. Se você acredita que corre o risco de perder o controle com a sensação de poder, este sistema não é para você.
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